7 de abr. de 2011

Meninas do rúgbi usam "wrestling" e jiu-jitsu como nova arma

As mulheres disputam a modalidade olímpica conhecida como Sevens, com sete jogadores para cada lado em jogos com dois tempos de sete minutos de .... Foto: Ivan Pacheco/Terra
Seleção quer se preparar melhor para entrar em contato nas partidas internacionais
Foto: Ivan Pacheco/Terra



Bruno Romano
Direto de São Paulo
De olho em competições internacionais como a Olimpíada e o Pan-Americano, a comissão técnica da Seleção Brasileira feminina de rúgbi decidiu incluir treinos de "wrestling" (luta greco-romana) e jiu-jitsu na rotina das atletas. As primeiras práticas foram realizadas no último fim de semana, quando a equipe voltou a se reunir após vencer pela sétima vez seguida o Sul-Americano de Sevens, já contando com novas atletas vindas de uma seletiva realizada em março.

"No ano passado percebemos que estávamos com problemas na parte de contato físico. As meninas tinham dificuldades em levar rapidamente as adversárias para o chão e também se defender e lutar para ficar em pé", constatou José Eduardo Moraes, preparador físico da Seleção. "Observando o que fazem lá fora, percebemos que equipes usam muitas técnicas de wrestling (luta grego-romana) e jiu-jitsu para melhorar o desempenho. Por isso, resolvemos introduzir este ano na Seleção", explicou.

Apesar da modalidade Sevens, que entrará nos Jogos Olímpicos a partir de 2016, ter muito menos contato do que o rúgbi XV, o tema é fundamental dentro de campo. Nos lances de contato do Sevens, há menos atletas para ajudar, já que apenas sete jogadoras têm de tomar conta de um campo com dimensões semelhantes ao de futebol. No XV, modalidade fundadora do esporte e praticada das Copas do Mundo, são 15 atletas na equipe, com jogadores especializados em garantir as posses de bola.

"Se você tem uma técnica melhor de defesa pessoal, é possível vencer sem gastar tanta energia. Se você não tem, vai se desgastar e pode não conseguir. Pelo que percebi as inovações serão bem aceitas e pelo grupo e trarão resultados", diz o preparador. Além de heptacampeã sul-americana, a Seleção feminina jogou seu primeiro mundial no ano passado, acabando na 10ª colocação.

"As quatro primeiras seleções são profissionais. E ai há uma diferença grande para o esporte amador. Do quinto ao décimo são alguns detalhes, como ritmo de jogo e experiência internacional. Hoje, para jogar com uma seleção melhor, gastamos muito dinheiro, pois temos de atravessar o Atlântico. Esse ano, com mais recursos, vamos fazer quatro viagens internacionais e tenho certeza que a evolução será muito grande", explica Moraes.

Além de um tour pela Europa, marcado para a metade de 2011, a Seleção jogará no Uruguai no fim do ano e é presença garantida no Pan-Americano de 2015 e na Olimpíada de 2016. A adesão das lutas nos treinamentos visa esse projeto de longo prazo. "Vamos fazer com a nossa realidade, no campo e com roupa de jogo. Elas não vão ser lutadoras, mas apenas pegar técnicas e transferir para o jogo. É parecido com o que elas já fazem com o levantamento de peso olímpico. As meninas não executam o movimento de competição, mas sim um adaptado para o rúgbi", finaliza o preparador.

Fonte: http://esportes.terra.com.br
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De volta à Olimpíada, procura pelo rúgbi cresce entre mulheres

 
Após confirmar a hegemonia no continente, com o sétimo título Sul-Americano, a Seleção Brasileira feminina de rúgbi retomou os treinamentos visando .... Foto: Ivan Pacheco/Terra Jogadoras que viveram tempos com pouco apoio para a modalidade celebram novos atletas e investimentos
Foto: Ivan Pacheco/Terra


Bruno Romano
Direto de São Paulo
As sete edições do Sul-Americano feminino de rúgbi Sevens tiveram um único vencedor: o Brasil. O último torneio realizado na cidade de Bento Gonçalves (RS), no fim de janeiro, foi conquistado de forma invicta. Aliás, jogando dentro do continente, a Seleção nunca perdeu uma partida - e os resultados têm atraído os holofotes para a modalidade, que entrará na Olimpíada em 2016. A maior visibilidade já incentivou uma nova geração de jogadoras, que promete dar trabalho na disputa pelas vagas da Seleção. De volta aos treinos após o título, as selecionadas passaram por baterias de testes físicos e trabalhos com bola no último fim de semana, em São Paulo.

"O aumento de atletas nos clubes é bastante significativo", aponta João Nogueira, treinador da Seleção feminina de Sevens. "O mais importante para nós é o olhar que os clubes passaram a dar para suas equipes femininas. O treinador deixou de ser aquele cara que não tinha mais nada para fazer no time, e era delegado com a função. Isso está mudando. Pessoas com mais experiência estão treinando as meninas nas equipes e isso já trouxe atletas muito mais bem preparadas para a última seletiva da Seleção", explica.
Embaladas pelo bom rendimento do Brasil nos últimos anos, as novas jogadoras encontraram um cenário bem melhor do que as meninas que fizeram parte do crescimento do esporte, em um trabalho que começou há pelo menos 10 anos. Mas as atletas experientes não reclamam da maior concorrência, pelo contrário, comemoram a procura pelo rúgbi feminino.

"Já passamos por tempos com cinco meninas treinando. Hoje aparecem garotas do nada. As novas chamam mais gente e isso vem crescendo muito", diz Mariana Ramalho, titular da Seleção e atleta do SPAC, eleita melhor jogadora no último Sul-Americano.
"O rúgbi é um esporte muito completo, de família. Meus melhores amigos, com quem saio, me divirto e viajo, estão aqui. A gente viaja muito, conheço meninas de todo Brasil. É um esporte que apaixona qualquer um", completa.

Capitã da Seleção, Julia Sarda também notou a maior procura no Desterro, clube de Florianópolis. "Mais gente sabe o que é rúgbi hoje em dia. As pessoas buscam informação e aparecem nos clubes", diz a atleta, presente desde o primeiro Sul-Americano, em 2004.

"A gente começou sem estrutura, só com um treinador que apostou em nós e muita dedicação", explicou. O esforço inclui acordar às 5h30 para fazer musculação e treinar após o trabalho de professora, em uma escola particular da capital catarinense.

Julia também não tinha muita informação sobre o rúgbi quando começou: "entrei no rúgbi por causa de uma amiga da universidade. Eu estava reclamando de ter sido expulsa por ter feito cinco faltas em um jogo de basquete e falei pra ela: 'gosto de um jogo de mais contato'. Ela respondeu: 'devia tentar o rúgbi'. Fui a um treino, me apaixonei pelo esporte e estou aqui até hoje".
Por ser uma modalidade de contato, o rúgbi sempre enfrentou uma barreira com os novos adeptos. O trabalho de dirigentes e treinadores, no entanto, tem ajudado a quebrar esse paradigma.

"O feminino ajuda muito os clubes a quebrarem o preconceito com as crianças. Todos os esportes de contato assustam um pouco no início. O rúgbi é mais que um esporte de contato, é de impacto. Se o movimento não é correto pode machucar, temos o trabalho de ensinar o que e básico para as atletas e melhorar isso o tempo inteiro", explica o treinador da Seleção.

"Treinar categorias de base e mulheres é muito similar, pois você tem de ensinar bem os fundamentos. As meninas, ao contrario dos homens, não nascem brigando, rolando no chão e jogando bola na rua. Uma menina, em geral, para passar uma bola a dez metros não tem a mesma força que um menino. Ela tem que fazer o movimento correto e isso vale para chutar, entrar em contato e derrubar a adversária", completa João Nogueira.

O caminho para a Seleção
 
Com um bom rendimento nos clubes, o sonho de todas as meninas é embarcar na vitoriosa campanha da Seleção de Sevens. A modalidade, disputada entre duas equipes de sete jogadoras, em dois tempos de sete minutos, estará de volta aos Jogos Pan-Americanos 2015, em Toronto (Canadá), e na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

Mas para chegar ao grupo é preciso passar nas seletivas, em uma bateria de testes que implicam correr 50 m em menos de 7,9 s, por exemplo. Além disso, os treinadores e preparadores, que observam as partidas femininas pelo Brasil, fazem testes de Vo2, impulsão horizontal e vertical, dentre outros.
O grupo atual conta com 23 jogadoras, mas em uma competição internacional apenas 12 viajam. Isso porque a Seleção é dividida em grupos. Entenda como funciona:

Azul
É o grupo de alto rendimento, de onde são escolhidas atletas quando há uma competição de alto nível. São as que estão mais desenvolvidas e entrosadas e participaram da vitória no último Sul-Americano.

Amarelo
Outras 10 meninas participam deste grupo de desenvolvimento. Estão em um patamar ligeiramente inferior em termos de técnica e habilidade, mas caso uma das azuis se machucar ou não poder viajar, elas sobem para o azul. Este ano competirão em duas competições internacionais, em agosto e novembro.

Verde
São atletas com menos de 21 anos. Atualmente, sete garotas participam dos treinamentos no grupo Verde. É uma faixa etária considerada ideal para a Olimpíada de 2016.

Veja mais fotos da matéria aqui


Fonte: http://esportes.terra.com.br
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Pelo Brasil...

Amistosos, encontros...

Acontece nesse sábado, em Curitiba, o 1º jogo da nova equipe feminina do Curitiba Rugby com a equipe do Urutaus a partir das 11:00 no Campus da PR Esporte. Também a estréia da equipe Intermédia do CRC diante do time universitário do Urutau.

Também nesse final de semana acontecerão dois encontros: o 2° Encontro de Rugby Feminino no RS (leia mais aqui), sábado e domingo, e o 1º Encontro Carioca de Juvenil e Feminino, nesse sábado (leia mais aqui).






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Amistoso SPAC e Armada Rugby


Próximo sábado, 09/04, ocorrerá um amistoso de Seven's entre as meninas do SPAC e Armada Rugby no campo do SPAC!

Local: Av. Atlântica, 1448 (antiga Av. Robert Kennedy).

Compareçam!

Quer divulgar o seu amistoso, campeonato, treino...? envie para rugbydecalcinha@gmail.com
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4 de abr. de 2011

1 de abr. de 2011

Seleção Brasileira Feminina treina em São Paulo no fim de semana

FS & AI ZDL Comunicação

A seleção brasileira feminina de rugby fará a primeira série de treinamentos após a conquista do heptacampeonato sul-americano, em Bento Gonçalves (RS), em fevereiro. As atividades serão no campo do SPAC, tradicional clube de São Paulo (SP), neste fim de semana.

"Vamos iniciar um novo ciclo de trabalho, com algumas jogadoras retornando à seleção, após se recuperarem de lesões, como a Barbara Santiago e a Vanessa Gardelim, além da Bruna Lotufo que se afastou devido à gravidez. Três novatas que foram observadas durante seletiva também irão participar, além da nossa base já formada", comentou João Nogueira, treinador da seleção que nunca perdeu uma partida no continente.

Olivia Nogueira, Thamara Gomes e Vivian Junger se destacaram na seletiva do último dia 19 e obtiveram a chance de integrar o elenco neste final de semana.

"Outras atletas que estiveram na seletiva deverão ser chamadas durante o ano em função de melhoras no seu preparo físico para serem observadas", contou João.

Os treinos servirão também para estabelecer os objetivos deste ciclo para 2011/2012, no qual a principal meta é o Sul-Americano de 2012, classificatório para o Mundial de 2013 em Moscou, na Rússia.

Lista de convocadas:

Angélica Gevaerd - SPAC
Ayna Christovam - SPAC
Barbara Santiago - Niterói RFC
Beatriz da Silva - Desterro
Bruna Lotufo - Bandeirantes
Edna Santini - São José
Gabriela Pioli - SPAC
Julia Sarda - Desterro
Juliana Esteves - Bandeirantes
Lucia Beatriz - Charrua
Maira Behrendt - SPAC
Maira da Ros - Desterro
Maria Gabriela Ávila - SPAC
Mariana Ramalho - SPAC
Mariana Wyse - Bandeirantes
Natasha Olsen - SPAC
Olivia Nogueira Coelho - Tornados Indaiatuba
Paula Ishibashi - SPAC
Renata Abreu - Niterói RFC
Thais Cruz - SPAC
Thamara Rangel Gomes - Vitória Rugby
Vanessa Gardelim - São José
Vivian Junger - Niterói RFC
Viviane Trindade - Niterói RFC

Fonte: FinalSports
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Circuito de Rugby Infantil

Olha que coisa maaaais legal: o Bandeirantes Rugby vai promover o Circuito Infantil no dia 3 de abril, às 8h! Vamos ter o privilégio de ter no Brasil eventos como esse que vão garantir futuras safras de atletas pro nosso esporte.
Como sabemos, categorias de base de rugby no Brasil ainda são meio que novidade, então quem puder prestigiar e apoiar essas crianças guerreiras, apareçam! E olha que fofo!!! Vai ter terceiro tempo infantil!!!! HAHAHAHA :DDDD

"O Bandeirantes vai receber a primeira etapa de uma série de festivais de Rugby Infantil em 2011. Garotos das categorias M-15, M-13, M-11 e M-9 de diversos clubes vão vivenciar um dia de Rugby, com muitos jogos, brincadeiras e terceiro tempo no dia 3 de Abril. As partidas do M-15, inclusive, valerão para o Campeonato Paulista da modalidade. Contamos com participação de todos os bandeirantinos.
Além do mais, todos os sábados do mês, das 10h às 11h30, meninos e meninas com idade a partir de 7 anos estão convidados a conhecer o Rugby. Os treinadores organizam treinos movimentados e adaptados para a idade dos alunos.

Nesta idade, o foco é na aprendizagem dos valores do esporte, por isso, não há problema em misturar garotos e garotas de diferentes idades, assim como não há disputa de jogos por pontos. Após o treino, a criançada tem lanches e sucos, oferecidos pela Dona Deola. A grande maioria, que já participa dos treinamentos, vai estreiar em um jogo de Rugby neste ano, participando dos festivais das categorias infantis.
Mais Informação: http://www.bandrugby.com.br, http://www.twitter.com/bandrugby"

Só com iniciativas como essa, somadas à qualificação dos jovens e adultos que já jogam rugby, é que teremos chances de chegar ao patamar de países com histórico bem mais avançado no rugby. Coloquem seus filhos, sobrinhos, irmãos menores e qualquer outra criança que apareça em sua frente pra jogar rugby! Hahahaah

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