Seleção quer se preparar melhor para entrar em contato nas partidas internacionais
Foto: Ivan Pacheco/Terra
De olho em competições internacionais como a Olimpíada e o Pan-Americano, a comissão técnica da Seleção Brasileira feminina de rúgbi decidiu incluir treinos de "wrestling" (luta greco-romana) e jiu-jitsu na rotina das atletas. As primeiras práticas foram realizadas no último fim de semana, quando a equipe voltou a se reunir após vencer pela sétima vez seguida o Sul-Americano de Sevens, já contando com novas atletas vindas de uma seletiva realizada em março.
"No ano passado percebemos que estávamos com problemas na parte de contato físico. As meninas tinham dificuldades em levar rapidamente as adversárias para o chão e também se defender e lutar para ficar em pé", constatou José Eduardo Moraes, preparador físico da Seleção. "Observando o que fazem lá fora, percebemos que equipes usam muitas técnicas de wrestling (luta grego-romana) e jiu-jitsu para melhorar o desempenho. Por isso, resolvemos introduzir este ano na Seleção", explicou.
Apesar da modalidade Sevens, que entrará nos Jogos Olímpicos a partir de 2016, ter muito menos contato do que o rúgbi XV, o tema é fundamental dentro de campo. Nos lances de contato do Sevens, há menos atletas para ajudar, já que apenas sete jogadoras têm de tomar conta de um campo com dimensões semelhantes ao de futebol. No XV, modalidade fundadora do esporte e praticada das Copas do Mundo, são 15 atletas na equipe, com jogadores especializados em garantir as posses de bola.
"Se você tem uma técnica melhor de defesa pessoal, é possível vencer sem gastar tanta energia. Se você não tem, vai se desgastar e pode não conseguir. Pelo que percebi as inovações serão bem aceitas e pelo grupo e trarão resultados", diz o preparador. Além de heptacampeã sul-americana, a Seleção feminina jogou seu primeiro mundial no ano passado, acabando na 10ª colocação.
"As quatro primeiras seleções são profissionais. E ai há uma diferença grande para o esporte amador. Do quinto ao décimo são alguns detalhes, como ritmo de jogo e experiência internacional. Hoje, para jogar com uma seleção melhor, gastamos muito dinheiro, pois temos de atravessar o Atlântico. Esse ano, com mais recursos, vamos fazer quatro viagens internacionais e tenho certeza que a evolução será muito grande", explica Moraes.
Além de um tour pela Europa, marcado para a metade de 2011, a Seleção jogará no Uruguai no fim do ano e é presença garantida no Pan-Americano de 2015 e na Olimpíada de 2016. A adesão das lutas nos treinamentos visa esse projeto de longo prazo. "Vamos fazer com a nossa realidade, no campo e com roupa de jogo. Elas não vão ser lutadoras, mas apenas pegar técnicas e transferir para o jogo. É parecido com o que elas já fazem com o levantamento de peso olímpico. As meninas não executam o movimento de competição, mas sim um adaptado para o rúgbi", finaliza o preparador.
Fonte: http://esportes.terra.com.br
"No ano passado percebemos que estávamos com problemas na parte de contato físico. As meninas tinham dificuldades em levar rapidamente as adversárias para o chão e também se defender e lutar para ficar em pé", constatou José Eduardo Moraes, preparador físico da Seleção. "Observando o que fazem lá fora, percebemos que equipes usam muitas técnicas de wrestling (luta grego-romana) e jiu-jitsu para melhorar o desempenho. Por isso, resolvemos introduzir este ano na Seleção", explicou.
Apesar da modalidade Sevens, que entrará nos Jogos Olímpicos a partir de 2016, ter muito menos contato do que o rúgbi XV, o tema é fundamental dentro de campo. Nos lances de contato do Sevens, há menos atletas para ajudar, já que apenas sete jogadoras têm de tomar conta de um campo com dimensões semelhantes ao de futebol. No XV, modalidade fundadora do esporte e praticada das Copas do Mundo, são 15 atletas na equipe, com jogadores especializados em garantir as posses de bola.
"Se você tem uma técnica melhor de defesa pessoal, é possível vencer sem gastar tanta energia. Se você não tem, vai se desgastar e pode não conseguir. Pelo que percebi as inovações serão bem aceitas e pelo grupo e trarão resultados", diz o preparador. Além de heptacampeã sul-americana, a Seleção feminina jogou seu primeiro mundial no ano passado, acabando na 10ª colocação.
"As quatro primeiras seleções são profissionais. E ai há uma diferença grande para o esporte amador. Do quinto ao décimo são alguns detalhes, como ritmo de jogo e experiência internacional. Hoje, para jogar com uma seleção melhor, gastamos muito dinheiro, pois temos de atravessar o Atlântico. Esse ano, com mais recursos, vamos fazer quatro viagens internacionais e tenho certeza que a evolução será muito grande", explica Moraes.
Além de um tour pela Europa, marcado para a metade de 2011, a Seleção jogará no Uruguai no fim do ano e é presença garantida no Pan-Americano de 2015 e na Olimpíada de 2016. A adesão das lutas nos treinamentos visa esse projeto de longo prazo. "Vamos fazer com a nossa realidade, no campo e com roupa de jogo. Elas não vão ser lutadoras, mas apenas pegar técnicas e transferir para o jogo. É parecido com o que elas já fazem com o levantamento de peso olímpico. As meninas não executam o movimento de competição, mas sim um adaptado para o rúgbi", finaliza o preparador.
Fonte: http://esportes.terra.com.br







