8 de nov. de 2011

Vamos tacklear tabus

O rugby tem sido cada vez mais divulgado em terras brasileiras, mas às vezes de forma errada. Vimos pela Record alguns comentários nada construtivos para uma boa imagem do esporte, pelo contrário, estes apenas colaboravam para o pensamento leigo de que o rugby é um esporte violento.
Para o rugby em geral, é horrível que haja esse tipo de divulgação. Mas sem dúvida, isso é fatal para a modalidade feminina. Vocês podem imaginar o quanto perdemos de novas jogadoras em potencial com a transmissão errônea do Pan 2011?
Sim, o nosso esporte é de maior contato comparado a alguns outros mais femininos como volei ou balé, mas não se torna violento por isso. Vemos dentro do campo a feminilidade, a delicadeza e a técnica desenvolvida pelas jogadoras. Obviamente, como todo esporte, ocorrem uns hematomas, às vezes algo como fraturas, mas para isso acontecer, basta estar vivo. Podemos quebrar nosso dedo mindinho do pé na quina do móvel, ou deslocar a clavícula ao torcer o pé no salto alto e cair de mau jeito. Viver é perigoso e, como rugby é um esporte, exige vida e nada mais normal que acontecer alguns acidentes por descuido. Somos humanos e quaisquer coisas que nos propusermos a fazer, iremos ter que enfrentar situações como essas. Ou vocês acham que viver não é perigoso e que as bailarinas fofinhas não sofrem machucados?
Rugby é um esporte lindo, que nos dá doses cavalares de saúde, felicidade, amizade, bem-estar, corpo torneado, disposição e outros milhões de benefícios. Por isso, sempre que alguém de fora for conhecer um rugbier, vai ter que aguentar ele/ela falar sempre dos treinos, dos terceiros tempos, da sua nova família. Quem joga, tem orgulho e, principalmente, amor pelo seu time e sua rotina de treinos.
O mais difícil do rugby nem é lidar com essas situações "perigosas" (e raras, diga-se de passagem), mas sim desenvolver a disciplina que o esporte requer. Treinos pesados, academia para fortalecer os músculos, aulas teóricas, aprender o maldito spin depois de tentar muito, etc. Tem que ter persistência e aceitar quebrar tabus como é o de praticar um esporte de contato. Por isso, algumas pessoas que começam e não continuam no rugby culpam a dor muscular inicial e o hematoma minúsculo na coxa. Balela!
Assim, podemos dizer que o rugby é esporte para mulher, mas nem tanto. Tem que ter sangue no olho! Sem descer do salto, claro.

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7 de nov. de 2011

Valentin Martinez: Brasil vence a Taça de Prata

Partida decisiva foi o inusitado confronto com o SPAC Girls

Por Rodrigo Figliolini (rodrigo.figliolini@rugbyspirit.com.br)

A Seleção Feminina de Sevens venceu a Taça de Prata do torneio Valentin Martinez, disputado em Montevidéu (URU) neste final de semana. A equipe brasileira disputou quatro partidas, venceu três e perdeu uma.
No primeiro dia, vitórias sobre o Uruguai B por 38 x 0, e Charrua por 31 x 0. No segundo dia, o Brasil disputou a semi-final da Taça de Ouro contra o Uruguai A, mas acabou perdendo por 7 x 0. Na decisão da Taça de Prata, a Seleção decidiu contra o SPAC Girls, e venceu por 22 x 0.
O Brasil também foi bem representado pelas equipes Pasteur e São José, além de SPAC e Charrua. Todos com boas campanhas nas categorias M13, M14, M15, M17 e Feminino.
O Carrasco Polo Club recebeu as partidas válidas pelo XVIII Valentin Martinez e, paralelamente, pelo VI Troféu Maria Noel Quintana, um tradicional torneio internacional de Hóquei sobre Grama. Assim como o Rugby, a modalidade possui grande popularidade e expressão no Uruguai e na Argentina, e está em crescimento no Brasil.

Confira o histórico e dados da competição no site www.valentinmartinez.com/ A página está em Espanhol.

 Fonte: Rugby Spirit

Duas colaboradoras do RdC estavam no torneio e essa semana vão contar detalhes do final de semana no Uruguai.


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4 de nov. de 2011

5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba

Meninos e meninas de quatro escolas municipais disputarão, no sábado (5/11), a partir das 9h, no Campus do Paraná Esporte (Sede do Curitiba Rugby) o 5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba. O Torneio faz parte do projeto que deseja incluir o Rugby nas escolas municipais, e é desenvolvido graças a uma parceria entre o Curitiba Rugby Clube e a Secretaria Municipal da Educação.

Alunos de 5º a 8º série, treinam no Curitiba Rugby Clube, uma vez por semana, durante duas horas, sob a orientação dos atletas profissionais do clube. A Prefeitura fornece o transporte para o deslocamento dos estudantes, acompanhados por um profissional da escola. O esporte é praticado desde 2009 nas escolas municipais e envolve aproximadamente 200 estudantes.

Atualmente, 24 ex-participantes do projeto fazem parte das categorias de baseFeminino e Masculino (Menores de 17 anos) do Curitiba Rugby Clube.
O clube criou o programa Rugby Para Sempre (RPS) e conta com a participação de veteranos, que ajudam a custear as despesas dos novos talentos oriundos do projeto e que já concluíram o ensino fundamental

5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba Data: sábado (5)
Local: Campus do Paraná Esporte - Sede do Curitiba Rugby (rua Pastor Manoel Virgilio de Souza, 1020, Capão da Imbuia)
Horário: das 9h às 12h

Informações da Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


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3 de nov. de 2011

Seleção Feminina de Sevens embarca para torneio no Uruguai

Brasil será representado ainda por mais sete equipes no tradicional torneio Valentin Martínez

São Paulo (SP) - A seleção brasileira feminina de rugby sevens embarca nesta quinta-feira (3) para disputar o tradicional Torneio Valentin Martínez, que será realizado entre os dias 4 e 6, no clube Carrasco Polo, em Montevidéu (Uruguai). A equipe nacional, que ainda não levantou a taça desse torneio, promete competir para ganhar.

"Apesar de ser um grupo novo, temos quatro atletas da seleção principal, o que dá um pouco de experiência à equipe. Fisicamente elas estão bem fortes e pelo trabalho que fizemos nessa temporada acredito que a vitória esteja bem próxima", contou José Eduardo, treinador das meninas.

Participam do torneio feminino, além da seleção Brasileira, as seleções A e B da Argentina, a seleção do Chile, as equipes do SPAC, Charrua e São José, do Brasil, três equipes uruguaias e as Valentinas, um combinado internacional com jogadoras dos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Venezuela.

O campeonato também é considerado o maior festival de rugby juvenil da América do Sul, contemplando as categorias M-9, M11, M-13, M-14, M-15, M-17 e M-19, todas disputadas na modalidade rugby XV. O São José Rugby está levando três equipes da base (M-13, M-15 e M-17) e o combinado Pasteur/SPAC, campeão da Copa Michel Etlin na categoria M-15 também representará o Brasil no torneio.

Confira a lista das convocadas da Seleção Brasileira Feminina:
Angélica Gevaerd (SPAC)
Ayna Christovam (SPAC)
Barbara Santiago (Niterói RFC)
Bruna Lotufo (Bandeirantes RC)
Carla Neme Barbosa (Charrua RC)
Juliana Esteves Santos (Bandeirantes RC)
Karina Godoi (São José RC)
Maira Bravo Behrendt (SPAC)
Paula Ishibashi (SPAC)
Thamara Rangel Gomes (Vitória RC)
Vanessa Gardelim (São José RC)
Viviane Trindade (Niterói RFC)

Comissão técnica: José Eduardo Moraes (técnico), Leonardo Kenji Hirao (médico), Mariana de Freitas Corrêa (picóloga) e João Miguel Nogueira (coordenador)

Mais informações no site www.brasilrugby.com.br

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2 de nov. de 2011

Promotion du Rugby Féminin

"É aquela coisa: mulher que joga um esporte de contato, ou “de homem” é taxada como Maria João. Ou seja: é mulher, mas se veste como homem."

Foi vivenciando esses comentários e querendo mudar este quadro, que um grupo francês (formado por jogadoras, técnicas, cabelereira, maquiadora, professora de dança e yoga) criou o PROMOTION DU RUGBY FÉMININ (“promovendo o Rugby feminino”). Na verdade é uma agência de comunicação especializada na criação e organização de eventos esportivos, a fim de aumentar a popularidade do rugby feminino na França e mudar essa ideia de que o Rugby é um esporte masculino. A “cabeça” desta agência é Stéphanie Madaule, que desenvolve seus projetos baseando-se nas jogadoras e técnicas, e na determinação de cada uma em querer promover o rugby feminino em todo território francês.

O Promotion du Rugby Féminin, além de promover eventos esportivos, também cria roupas, cosméticos, adesivos, calendários, promoções entre outras coisas para arrecadar fundos aos clubes não patrocinados. E ainda de quebra, mostra o lado feminino de toda mulher: como sua formação é composta por cabelereira especializada, maquiadora e professora de dança, o PRF também oferece cursos de beleza, dança e yoga, tudo para as jogadoras entrarem (e saírem de campo, se for possível) lindas e belas!



O símbolo da agência são duas bolas rosas de rugby, que se fundem, formando uma única entidade ... É o rugby e as emoções que ele traz. O logotipo é uma forma de reunir o maior número de pessoas sob a bandeira do rugby feminino. A PRF, através de suas ações perpetuam os valores tradicionais do rugby: respeito, solidariedade, compromisso.

Ah, quem não é do PRF também pode ajudar, revendendo seus produtos. Tudo em nome do Rugby!

Mais informações, no site: http://www.promotionrugbyfeminin.com/ (logicamente está em francês, mas dá pra ter uma noção do objetivo da agência).

Texto: Mahyara do Nascimento, jogadora do Recife Rugby Club

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1 de nov. de 2011

Últimos dias para inscrição do Lions 2011

LIONS RUGBY 7S 

ÚLTIMOS DIAS PARA CONFIRMAR PRESENÇA NO LIONS

As equipes que jogaram o LIONS RUGBY 7s 2010, têm até o dia 04 de novembro para confirmar sua inscrição na edição 2011. Após esta data não haverá mais prioridade de inscrição para estas equipes e os clubes que estão na lista de espera poderão realizar suas inscrições.
Para informações escreva para lions@spacrugby.com.br  
Atenciosamente,
LIONS RUGBY 7s 2011


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Calcinhas verdes e amarelas


Tempos de jogos panamericanos trouxeram pro nosso dia-a-dia e pra página inicial dos portais de notícias um tsunami de imagens em verde e amarelo e chamadas do tipo "Conheça X, a grande aposta do Brasil na modalidade Y". Apesar de infelizmente ainda não termos contado com rugby feminino na última edição dos jogos panamericanos, estamos também a apenas uma semana de um outro torneio internacional sulamericano em que o Brasil estará fortemente representado não somente por clubes, mas também por sua seleção: o Valentín Martínez, que acontecerá no final de semana dos dias 5 e 6 de novembro, no Uruguai. Divulgamos aqui no blog semana passada a lista das 12 convocadas pela seleção, composta por alguns nomes já bem conhecidos e outros não muito conhecidos, mas de igual valor. E se nós, como brasileiras, temos comemorado as medalhas das nossas meninas do vôlei, handball, nado sincronizado (?) e afins, o mínimo que podemos fazer enquanto rugbiers brasileiras é saber quem, afinal, nos representará no Valentín.
Estas meninas não são apenas as "doze melhores" entre todas as praticantes de um esporte no país, muito menos uma imagem blurry em verde e amarelo de um grupo unido por um mesmo objetivo: estas são as meninas que, todos os dias, orientam escolhas em nome de um sonho que não é individual delas, e que também não se restringe ao clube a que cada uma pertence. Estas são as meninas que trocam todos os dias o pãozinho na chapa de manhã por um café da manhã de whey protein. Estas são as meninas que vem, há meses, trocando as baladas de sexta e sábado por dormir cedo pra poder render melhor na academia no dia seguinte. Estas são as meninas que, no mínimo um final de semana por mês, deixam de lado tudo que é querido para a grande maioria de nós (família, filhos, namorado(a), amigos de fora) para ficarem 100% focadas na catarse de atividades que são os treinos da seleção. Cada uma destas meninas certamente merece a "amarelinha" (como disse a Julia Sardá em uma conversa que contarei no blog em um outro momento) mesmo que seja só por ter aprendido e entendido que fazer parte da tal "seleção" é, antes de ser uma escolha do treinador ou da comissão técnica, resultado das pequenas (grandes) escolhas feitas por cada uma delas todos os dias. Por essas e tantas outras razões que não caberiam em um post, vale a tentativa de trazer pro Rugby de Calcinha um pouco de cada uma dessas meninas que tem em comum conosco muito mais do que a coincidência de terem nascido no mesmo país. Não dá pra garantir que todas elas vão conseguir tirar um tempinho da agenda de piques + academia + treinos + concentração pra responder às perguntas, mas vale a tentativa! E, pelo menos uma vez, não vão precisar responder àquelas perguntas do tipo "o-seu-namorado-não-liga-pros-seus-hematomas?".

Começando pela Paulinha, que já é figurinha conhecida aqui no blog e já deu entrevista em outras ocasiões, e dessa vez vai jogar pela seleção com a responsa de ser capitã. Se quiser saber mais sobre ela, curta a página de atleta dela no Facebook (
https://www.facebook.com/pages/Paula-Ishibashi/218507024879093) ou siga @p_ishibashi.

RdC: Paulinha, diante do seu extenso histórico de participação nas conquistas da seleção é evidente que foi criado um vínculo muito forte entre você e as meninas que são desse grupo desde o início. Para o Valentin agora vão muitas meninas que estão sendo convocadas pela primeira vez, e você será capitã. Como é para você essa experiência de jogar ao lado dessas meninas que são ótimas promessas para o futuro, essa “nova geração” da seleção, contrapondo com as tantas vezes em que você jogou ao lado de rostos já bem conhecidos?
P: É uma grande responsabilidade, mas antes de tudo, um grande prazer. É um grupo muito dedicado e comprometido, então, fica fácil cumprir minha parte com elas. Todas fazem parte do trabalho que temos feito durante esses anos, na parte da preparação física, técnica, psicológica. Umas com mais "bagagem" outras mais novas, porém, todas com o mesmo foco e sentimento de união entre o grupo. Essa experiência de liderar um grupo renovado, só tem a acrescentar a minha vida no rugby e na vida pessoal também. Estamos confiantes e felizes por todas as oportunidades que tem surgido ao rugby feminino brasileiro, e o Valentin Martinez é só o começo.
RdC: O rugby tem crescido a passos largos no país e o próprio grupo de alto rendimento veio passando por mudanças profundas nos últimos tempos que vem exigindo uma mudança de postura por parte de todas as integrantes, uma “transformação” de jogadoras em atletas que provoca uma série de mudanças em estilo de vida, peso da dedicação de cada uma etc. Essa “vida de atleta” sempre foi natural pra vc? Ou, se não foi, qual foi aquele momento em que você parou e pensou “puts, é isso que eu quero pra mim”?
P: A mudança foi acontecendo a medida que só a força de vontade já não era o suficiente. Era necessário abrir mão de eventos, família, namorado, amigos porque o volume de treinos aumentou e o nível de competição também. Jogar grandes competições com seleções super famosas. Era tudo o que eu e muitas outras sonhavam, então, porque não viver esse sonho de forma real? Para isso, foi necessário trabalhar muito a parte mental, porque o comprometimento envolve perfil de atleta, e ser atleta não é tão simples. Acredito que ainda não temos um perfil de atleta, assim como as modalidades da natação, vôlei, ginástica olímpica, porque as horas de dedicação aos treinos deles, é bem mais intensa e diferente da nossa. Ainda assim, muita coisa mudou e é visível que muitas meninas mudaram seus hábitos e iniciaram um processo de comprometimento muito maior, pois os níveis de competição lá fora, exigem bastante e sabemos que o Brasil tem potencial para isso, portanto, não existe uma receita do sucesso e sim muita dedicação dentro e fora de campo em tudo que envolva perfil de atleta, seja nos treinos/competições/jogos ou no perfil social.
RdC: Independente de exercer a função de capitã agora dentro desse grupo de convocadas para o Valentin, você sempre foi uma atleta referência para todas as meninas que jogam ao seu lado. Eu, particularmente, tenho o privilégio de estar com você em treinos do SPAC e é curioso observar que você parece não cansar nunca (risos). No entanto, todas temos altos e baixos, momentos de desânimo e aqueles momentos em que parece que não dá mais, que chegamos no limite (quando você dá aqueles piques crazy ou está naquele último fôlego dentro de campo). Nessas horas, o que te vem à cabeça e te mantem em pé, qual o pensamento que te dá aquela força pra não desistir, pra continuar além do que vc imaginou que fosse seu limite?
P: O que me dá forças, é ver que outra menina do time também está dando o máximo dela e que embora uma esteja "morta" a outra está sempre zelando pelo sucesso da equipe, e vai dar o máximo dela também, quando vc não estiver mais aguentando. A força vem em várias formas. É olhar no olho da amiga de time, e ver o quanto ela acredita em você, olhar para o banco de reservas e ver que tem gente não se aguentando de vontade de entrar em campo, lembranças que vêm a cabeça como se fosse um filme em retrospectiva, que passa rapidamente na sua cabeça, como se fosse a seleção dos momentos vividos no rugby que te levaram até aquele momento. São esses detalhes que fazem toda a diferença, com certeza. Todo time passa por dificuldades, altos e baixos, vitórias e derrotas. Isso tudo se transforma em força que vem da mente, e essa, ninguém consegue combater. Como costumamos dizer: Eu amo Rugby!rs...isso explica melhor que tudo!
RdC: Você já jogou o torneio diversas vezes, pelo SPAC. Como você descreveria a diferença entre a paixão de jogar pelo seu clube e de jogar pela seleção representando o Brasil?
P: O frio na barriga que sinto jogando pelo SPAC é diferente quando jogo pela seleção. Ainda que a seleção represente o ponto máximo de um atleta, jogar pelo clube é algo que mexe com a sentimento de forma incrível. Sinto que fico muito mais ansiosa quando jogo pelo meu clube. A ansiedade que sinto quando jogo pela seleção, é outra. Não sei explicar, mas são diferentes, embora muitos sentimentos são bem parecidos como o orgulho de vestir a camisa, a garra, a emoção de entrar em campo, etc. Ainda assim, é diferente!!!rsrs...A seleção é uma família nova, porém, muito unida também. Passa pelas situações vividas assim como nos clubes, tudo é vivido intensamente, porque são só aqueles dias, semanas. São lembranças que ficam para a vida inteira, com certeza. O clube é nossa casa, onde convivemos durante o ano todo, é a nossa família com quem discutimos, choramos, damos risadas...é onde tudo dá errado num dia e no outro tudo dá certo!Não sei explicar, mas ainda que sejam sentimentos diferentes, o amor é incondicional.
RdC: E já que falei dessa “abstração”, bom... você esteve em todas as conquistas de sulamericano da seleção, já rodou o mundo jogando, foi campeã brasileira pelo SPAC diversas vezes, eleita melhor jogadora outras tantas vezes... e agora? Qual o próximo sonho seu, individual, no rugby? E qual o sonho PARA o rugby?
P: Meu objetivo é seguir jogando rugby enquanto meu estilo de vida permitir. Hoje eu só estudo e jogo rugby, larguei o trabalho para me dedicar mais ao esporte, porém, estudo a noite o que limitou bastante meus treinos durante a semana com o clube. Mas ao mesmo tempo, descobri que podia ser uma pessoa mais comprometida com a academia, por exemplo, coisa que eu era pouco dedicada, até porque malhar não é uma atividade que eu amo de paixão...rs, mas de ajudou a superar limites que eu achava que já tinham chegado ao fim. Quero fazer parte da seleção enquanto meu perfil for adequado á equipe, e quero servir ao meu clube enquanto meus ossos aguentarem!rs...vou viver rugby mesmo que não seja jogando dentro de campo, porque essa paixão já está fincada no peito e não tem mais como fugir. Não vou dizer aqui, que me vejo lá nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, mas quero muito que até lá eu esteja dentro do perfil adequado para servir a seleção em 100% do meu potencial, porque se não for á 100% creio que não ficaria satisfeita comigo mesma. Portanto, meu objetivo por enquanto, é tudo o que vier pela frente!rs...aproveitar ao máximo, sempre.

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