24 de nov. de 2011
Amistoso Tornados Feminino vs Pasteur Feminino
23 de nov. de 2011
A final do Super 10, de dentro da torcida

A abertura de um espaço para transmissão ao vivo das partidas de semi-final e final do Super 10 criou uma janela de visibilidade que se estendeu para fora dos limites do gramado e chegou até o espetáculo da torcida, no mais muito elogiada e dando indícios de que há a possibilidade de formação de uma ‘cultura de torcida’ do rugby brasileiro. Mas como assim, ‘cultura de torcida’? Não seria a torcida uma manifestação do perfil cultural do esporte em si?
(Só uma consideração inicial: vou tentar ao máximo me abster da comparação que parece inevitável entre a cultura do futebol e a do rugby. O rugby tem uma grandeza absoluta, não relativa, e defender uma cultura esportiva em detrimento de outra é uma atitude anti-esportiva por excelência, na minha opinião).
Não são muitas as oportunidades que temos para acompanhar, presencialmente, partidas de rugby com a torcida disposta em forma de arquibancada. Além de prover uma visibilidade melhor da totalidade do campo uma reverberação acústica interessante, o formato compreende uma dimensão simbólica interessante por deixar claro que o espetáculo dos gramados não se encerra em si, é um espetáculo a ser apresentado àqueles que, de fato, dão sentido para o acontecimento: a torcida. À exceção de pouquíssimos passantes curiosos, a torcida que esteve presente tanto nas semi-finais quanto nas disputas finais de colocação era massivamente composta por familiares e companheiros de clube dos atletas que iriam entrar
O kick off dessa polêmica de interpretação maliciosa da parcela que foi mostrada desse ‘universo rugbier’ nas partidas televisionadas do Super 10 foram comentários que sugeriam que aquelas demonstrações de respeito estariam necessariamente vinculadas à exposição do evento, incluindo os microfones abertos da arbitragem. Grave (e sintomático) pensar que o respeito, que deveria ser o denominador comum a toda e qualquer relação social (sobretudo desportiva), virou notícia. Há respostas indignadas a essa lamentável demonstração de desconhecimento e desrespeito ao nosso esporte rolando por toda parte, de modo que talvez seja desnecessário retomar os diversos pontos dos discursos que se pode acompanhar em outros blogs, canais de notícia ou conversas pontuais de boteco.
Fica, então, o espaço para pensar nessa torcida não de dentro pra fora, mas de dentro pra dentro.
O notável silêncio que a torcida toda fez durante as cobranças de penal (e olha que foram muitas!) foi sintomático de um lema que parece nortear essa tentativa de formação de cultura de uma torcida rugbier nacional: no rugby não se torce contra, só a favor. Isso evidentemente passa por adaptações dependendo do país, do clube, do contexto, enfim, de tudo aquilo que contribui para a formação de qualquer identidade - com a ‘identidade de torcida’ não poderia ser diferente. Uma das poucas lições que o ballet me ensinou que cabem a esse contexto é na verdade uma grande obviedade que parece, no entanto, ser massivamente ignorada não só nessa situação: dizer que o outro é pior não faz de você melhor, e torcer para que o outro caia não evita o seu tropeço.
Outra relação controversa é aquela que se dá entre a torcida e a arbitragem e, infelizmente, algumas atitudes individuais mancharam o que poderia ter sido só o espetáculo de uma torcida que leva para as arquibancadas os valores que carrega também para dentro de campo. Talvez isso se deva também às oportunidades providas pelo formato da arquibancada: ledo engano pensar que o alambrado em torno do campo te faz menos parte do que ocorre lá dentro. Digo mais: pensar que o impacto da relação dentro x fora de campo é unilateral (ou seja, que o impacto vem do que acontece dentro de campo em direção a quem, passivamente, está fora) é quase como afirmar que sua presença lá, como torcedor, é inútil. É inadmissível agredir um árbitro, é inadmissível agredir um árbitro de rugby, é inadmissível ser um jogador de rugby que agride um árbitro de rugby. ‘Senhor’ e ‘senhora’ não devem ser palavras que perdem o sentido pelo tanto que se repetem e ainda que haja equívocos (esperados de qualquer ação que demande interpretação humana de uma situação) espera-se de um atleta uma forma madura de lidar com essa realidade. ‘Jogar no limite do juiz’ não é o mesmo que lançar mão de uma malandragem aqui e ali, e sim compreender um perfil de rigor e tendências de interpretação que, sim, podem variar, e isso faz parte do jogo. Felizmente, laços e valores de respeito parecem ter sublimado reações coléricas desmedidas dentro de campo: mas não fora, totalmente. Será por que a ideia de estar na arquibancada parece garantir alguma impunidade desse tipo de ação lamentável?
Sendo este um blog feito por meninas do rugby, penso ser, portanto, adequado falar sobre a torcida também do ponto de vista específico de meninas do rugby. E não só por isso, mas também por algumas especificidades do público que pratica rugby no Brasil atualmente que são – felizmente – dignas de nota.
Tenho orgulho de ter estado presencialmente lá, de ter engrossado o coro da torcida do meu clube, dos resultados alcançados pela equipe masculina mas fiquei especialmente feliz por constatar que nós, torcedoras do rugby, fugimos do padrão criado do que se espera de torcedoras do sexo feminino. Nós não somos um acessório. Nós não somos uma subcategoria. Nós não somos diferentes de cada um dos caras que entrou em campo para defender a nossa camisa e isso parece ter sido devidamente reconhecido. A força dessa torcida feminina (que, no caso do meu clube, esteve lá em peso) estava na mensagem contagiante dos hinos que cantávamos, na identificação que sentimos por sabermos exatamente qual a sensação de honrar a camisa que vestimos, e não numa disposição de inferioridade. Nós, torcedoras do rugby, somos TORCEDORAS: não cheerleaders. Existe ainda na cabeça de muitas pessoas uma ideia de que o rugby é um terreno ainda primordialmente masculino e, se os resultados e avanços conquistados pelas meninas que representam o rugby brasileiro ainda não foram suficientes para mostrar que essa supremacia subentendida é um grande engano, a massiva presença feminina nas arquibancadas nos últimos dois finais de semana (e a nossa relação de igualdade para com os jogadores dentro de campo) reforça a mensagem. Nosso espaço na torcida é garantido e reconhecido não por performances acrobáticas de micro-saia ou por desfiles em roupas diminutas carregando cinturões de premiação mas porque o respeito e admiração que nós sentimos por aqueles jogadores é recíproco. Isso, sem dúvida, vale muito mais do que qualquer título de miss ou musa de torcida.
(Só resta saber se essa reciprocidade se confirmará presencialmente nos eventos de rugby feminino por vir, televisionados ou não).
Vitória Rugby Feminino no Esporte Capixaba
22 de nov. de 2011
Lei do Incentivo ao Esporte - Rugby em MG
Confira a matéria clicando AQUI!
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19 de nov. de 2011
Times do Brasil: Campo Grande Rugby
O Campo Grande Rugby Clube (CGRC) comemorou, em 2011, dez anos de sua fundação. Desde o início de suas atividades existiram meninas interessadas em jogar rugby, dentre essas a capitã do time Gabriella Saldanha, que teve seu primeiro contato com o esporte em 2002. Nessa época contavam com a valiosa ajuda da Lívia Borges e Hamilton Luiz Nadai (atuais coaches do CGRC feminino).
Campo Grande Rugby Clube - Feminino
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18 de nov. de 2011
I Torneio de Rugby Feminino For Fun de São Carlos
17 de nov. de 2011
Rugby Feminino Maringá no Programa Ver Mais Maringá
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