25 de ago de 2010

Resultados, Classificação e algumas fotos da 2a Etapa do Mundial Feminino


A seguir a tabela com os resultados dos jogos realizados na 2a Etapa da Copa do Mundo de Rugby Feminino que está sendo realizada na cidade de Londres na Inglaterra.

Classificação ao final da 2a Etapa



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Resultados do Circuito Gaúcho de Rugby Feminino

Seis clubes estiveram em Cachoeirinha, neste sábado, participando da 2ª Etapa do Circuito Gaúcho de Rúgbi Sevens Feminino. Assim como na primeira etapa, o Charrua novamente saiu vitorioso e agora lidera o campeonato com 40 pontos. O segundo colocado foi o Atlântico Sul, de Rio Grande. Na disputa do terceiro lugar, o San Diego levou a melhor sobre o Farrapos. O Antiqua ficou com a quinta posição e o Serra acabou em sexto.

A terceira e penúltima etapa do Circuito está agendada para o dia 25 de setembro, em Pelotas.

CIRCUITO GAÚCHO DE RÚGBI FEMININO – CLASSIFICAÇÃO GERAL

1º Charrua – 40 pontos

2º Atlântico Sul – 34 pontos

3º San Diego – 27 pontos

4º Antiqua – 25 pontos

5º Farrapos – 12 pontos

6º Serra – 8 pontos

Fonte: Terceiro Tempo e Federação Gaúcha de Rugby

www.fgrugby.com.br

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23 de ago de 2010

Horário dos jogos da 2a Rodada da Copa do Mundo de Rugby Feminino em Londres


Amanha acontecerá a 2a Rodada do Mundial Feminino em Londres. Grandes confrontos estão por vir! Acompanhem direto do site oficial clicando aqui os jogos que já aconteceram, mesmo local onde a rodada poderá ser vista ao vivo e de graça.


Agradecimentos ao Manolo Schiaffino pela conversão dos horários.
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Austrália x Nova Zelândia amanhã quem levará a melhor?


O jogo da Nova Zelândia contra a Austrália amanhã na Copa do Mundo de Rugby Feminino está sendo considerado como o confronto mais esperado no grupo nesta competição.

As Black Ferns passaram esmagando com facilidadeo o time Sul Africano e com certeza sabem que o confronto de amanhã será bem mais difícil que seu jogo de estréia.

A Nova Zelândia não foram devidamente testada na sexta-feira, mas a facilidade  com que venceu um grupo muito forte Sul Africano será uma fonte de preocupação para todos os times que as enfrentarão. As Black Ferns
são geralmente mais conhecidas por sua habilidade de finalização  mas o poder de suas fowards aparece também em grande estilo.

A Austrália foi bastante impressionante em vencer o País de Gales, mas sua  má conduta em campo deixou a equipe com apenas 13 jogadores em dado momento do jogo - o que muda totalmente de centário ao se tratar de um jogo contra a Nova Zelândia onde  poderão ser severamente punidos ao contrário do que aconteceu com o  País de Gales. Caso tal fato se repita as Black Ferns certamente  vão capitalizar essa vantagem numérica.

Um golpe para a Austrália nos últimos dias é a perda da half scrum Tui Ormsby que sofreu uma fratura no jogo de abertura e está fora da competição. Sua substituta Tobie McGann é certamente talentosa, mas o treinador João Manenti  está rezando para ela estar apta para o resto da competição.


Em suma, a Austrália é um time melhor,  tem habilidade e capacidade para marcar presença, mas ainda não são um pacote completo.


E todos nós vamos ficar aqui aguardando por mais um espetáculo do Rugby Feminino Mundial!



Texto baseado na postagem de Ali Donnelly para o Scrum Queens.
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20 de ago de 2010

Resultados e Fotos do 1o dia da Copa do Mundo de Rugby Feminino

Hoje começou a tão esperada Copa do Mundo de Rugby Feminino na cidade de Londres, Inglaterra. Como esperado os países já tradicionais no campeonato venceram todos os jogos: Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia. Mostrando também um excelente desempenho vimos as vitórias de Canadá, França e Austrália. Pelo difícil horário dos jogos a equipe Rugby de Calcinha não pode acompanhar em tempo real os jogos do dia mas deixamos aqui o link abaixo para que todos possam ver os jogos na íntegra.


Resultados

Classificação Geral

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Veja os jogos ao vivo da Copa do Mundo de Rugby Feminino

Acompanhe pela internet os jogos da Copa do Mundo de Rugby Feminino. Para acessar o link do canal do evento clique na imagem da TV!

 20 de agosto
Grupa A


10:00* Gales v Austrália
12:15* Nova Zelândia v África do Sul
Grupo B


10:15* USA v Cazaquistão
14:30* Inglaterra v Irlanda
Grupo C


8:00* Canadá v Escócia
12:30* França v Suécia

* Horários de Brasília.

Logo mais tabela atualizada dos jogos.
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19 de ago de 2010

Divulgue o Rugby de Calcinha

Se você gosta do nosso blog, entra todos os dias para conferir as novidades, então colabore com a gente divulgando as nossas postagens. Você pode divulgar no seu Orkut, Twitter, Facebook, enviar por e-mail, entre outras formas de compartilhamento.

Abaixo de todas as postagens estão os botões disponíveis para compartilhar o nosso blog com os seus amigos.

Leia e divulgue o Rugby de Calcinha...

Valeu!!!
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Horários atualizados dos jogos do Mundial Feminino

O mundial está chegando!!!! O Rugby de Calcinha se prepara mais uma vez para um grande evento feminino, desta vez será a COPA DO MUNDO DE RUGBY FEMININO! Estamos deixando um espaço para pessoas que possam colaborar conosco, enviando boletins, novidades, curiosidades, enfim tudo o que diz respeito sobre este importante evento. Temos certeza que juntos poderemos levar o máximo de informação com o padrão de qualidade Rugby de Calcinha de ser.



Grupa A


10:00* Gales v Austrália
12:15* Nova Zelândia v África do Sul
Grupo B


10:15* USA v Cazaquistão
14:30* Inglaterra v Irlanda
Grupo C

8:00* Canadá v Escócia
12:30* França v Suécia

* Horários de Brasília.
Agradecemos ao Manolo Schiaffino pela tabela de horários.

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Primeiro treino de Rugby Feminino do time Lechuza em Sorocaba



Segundo enviado pela Ju Castilho sábado acontecerá um momento histórico para o rugby feminino em Sorocaba: o primeiro treino de rugby feminino da cidade do time Lechuza Rugby Clube de Sorocaba e Itu. Tal fato se dará no  Parque das Aguas às 15:00.


Visualizar Sorocaba - São Paulo em um mapa maior

Para obter maiores informações pode entrar em contato através do tel (15)9107-6111.

Nós do Rugby de Calcinha desejamos muita sorte para as meninas e que em breve este time Itu-Sorocabano dê o que falar.
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18 de ago de 2010

Entrevista com Paula Ishibashi e Júlia Sardá - Jogadoras da Seleção Feminina de Rugby

O Rugby Feminino no Brasil vem crescendo primordialmente nos 7’s a Side, modalidade que estará presente nos jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro em 2016. A Seleção Feminina do Brasil coleciona medalhas no Sulamericano, onde atingiu recentemente o Hexacampeonato. Na América do Sul somos favoritos, obtivemos a 6ª colocação no Mundial Universitário e a 10ª posição nos Mundial em Dubai no ano de 2009. Além disso a Seleção Feminina a partir de 2010 vem recebendo um apoio financeiro do COB para o seu desenvolvimento visando as Olimpíadas de 2016 e a melhoria da qualidade do rugby feminino no Brasil que tem tudo para estar entre os melhores do mundo.

O Rugby de Calcinha (RdC) tem a honra de hoje poder falar um pouco com duas das jogadoras da Seleção Feminina: Julia Sardá, a nossa Capitã, e Paula Ishibashi considerada a melhor jogadora do Sulamericano e uma das mais experientes da nossa Seleção. As perguntas foram elaboradas pela equipe RdC e também por meninas que participaram através do nosso blog, que por sinal foi muito interessante pois não houveram perguntas repetidas. E vamos às perguntas!

[Renatinha, Recife Rugby e RdC] Gostaria de saber como vocês conheceram o Rugby, qual o clube que jogam e também a estrutura oferecida pelos clubes que vocês treinam hoje? O que vocês diriam para as meninas no Nordeste do Brasil que não possuem estrutura nem apoio?


Paula Ishibashi- Oi Renatinha! Conheci o rugby através de amigos do colégio, na época, eu ainda estava no primeiro ano do ensino médio, e desde então nunca mais larguei o rugby. Jogo pelo SPAC, clube da capital de São Paulo, e lá contamos com um dos melhores campos de rugby oficial do Brasil, temos toda a infraestrutura do clube em si, temos nosso treinador que hoje felizmente é bancado pelo clube, pois há um tempo atrás nós atletas é que arrecadávamos o dinheiro para pagamento do treinador.

Quanto á essa parte de não possuir estrutura e nem apoio, posso dizer que é preciso muita vontade e perseverança. Mas não é porque treino num clube bem estruturado, que posso dizer que as coisas sempre foram fáceis. Também não temos estrutura e apoio do nada, para ter tudo isso, nós temos que pagar para nos associar ao clube, e não é fácil ter que bancar do próprio bolso para jogar. Algumas meninas são menores, e ainda precisam da ajuda dos pais para essa parte de gastos, outras já trabalham e conseguem a"trancos e barrancos" pagar sua mensalidade no clube. Realmente não é uma tarefa fácil ser jogador(a) de rugby. Aqui em SP temos exemplos de muitos clubes que também começaram à treinar com estruturas bem precárias, mas nunca desistiram e aos poucos foram se estruturando de maneira melhor. Mas é preciso correr atrás de contatos, apoios e patrocínios também. Toda ajuda é bem vinda. Quando todos se unem por um mesmo objetivo, cada um ajuda com aquilo que sabe, podemos conseguir levantar um clube de rugby.



Júlia A. Sardá- Eu fui convidada por uma colega da universidade a participar de um treino depois que ela me ouviu reclamando (durante os jogos internos da educação física) do jogo de basquete, que tudo era falta e que eu gostava de esportes com mais contato. Ela me disse que o rugby era o esporte ideal. Ela estava certa, fui a um treino e me apaixonei pela modalidade (mesmo saindo toda dolorida...era treino de tackle).

O meu clube não tem sede e não temos um campo. Treinamos “oficialmente” em um campo de uma associação de moradores (Lagoa da Conceição), mas o time feminino treino durante a semana em um gramado na UFSC e nos finais de semana no campo da Lagoa.

O que eu posso dizer para as meninas do Nordeste é que já treinei em condições bem precárias e sei da luta da diretoria do meu clube para conseguirmos apoio. Não conheço as condições exatas de vocês, mas continuem batalhando por espaço e continuem lutando para praticar o esporte que vocês tanto gostam....vale a pena.
[Nivia Boz, Goiânia Rugby] Como é a rotina de treinos? Carga-horária, tipo de treino e atividades complementares (ex.: musculação, fisioterapia).

P- Nivia, até 2009 eu conseguia treinar todas as terças, quintas e sábados, porque não estava estudando. Só trabalhava. O horário era compatível as minhas atividades com o rugby, então tinha disponibilidade para treinar durante a semana. Comecei a estudar esse ano, e minha aulas são ministradas no período noturno, o que me impediu de continuar treinando durante a semana. Só posso treinar aos sábados, mas para manter o ritmo, faço musculação no clube mesmo, de segunda à sexta-feira. Antigamente treinava umas 6 horas de rugby por semana. Hoje em dia, treino no máximo 3 horas, quando não tem treino, tem jogo. 

J- No meu clube eu treino segundas e quartas do meio dia até as 13h30min e sábado de manhã. Eu sempre fiz treino físico, antes eu montava meu treino (sou formada em Ed. Física), mas atualmente sigo os treinos físicos enviados pelos preparadores da seleção. A musculação é feita 3-4 vezes por semana e temos treinos de corrida 2-3 vezes por semana. A quantidade de treinos depende do período de treinamento e também da disponibilidade de cada jogadora. Eu faço pelo menos 3 dias de musculação e 2 de corrida. Os treinos técnicos/táticos da seleção são realizados 1 final de semana por mês. Faço fisioterapia só quando estou com alguma lesão.
[Nivia Boz, Goiânia Rugby] Quais são as principais diferenças entre os treinos realizados em seus clubes e os treinos da seleção?

P- Nivia, o que muda um pouco é o tempo que ficamos treinando. Os treinos que fazemos no SPAC são muito parecidos aos treinos da seleção, talvez porque nosso treinador seja o preparador físico da seleção, o José Eduardo. Por ter contato direto com os treinadores João Nogueira e Maurício Migliano, que também são do SPAC, eles conseguem nos passar algo mais próximo do que o nível da seleção
nos cobra. A diferença mesmo é a intensidade dos treinos, alguns exercícios são mais voltados a uma tática de jogo da seleção, e no clube a tática muda um pouco, pois fica de acordo com o nível do nosso jogo.

J- Para mim, a principal diferença é a estrutura e a quantidade de meninas. Outro fator importante é que na seleção todas estão com o mesmo objetivo, já no clube nem sempre os objetivos são os mesmos. A cobrança na seleção é muito maior e também o desgaste físico.
[Teresa, RdC] Vocês também sentem preguiça pra treinar? Onde treinam as meninas comparecem sempre? Ela perguntou pois alega que no Nordeste as meninas faltam muito.

P- Teresa, não posso mentir!rs...ás vezes bate uma certa "preguiça". Mas é aquela preguiça de olhar pela janela e ver que está frio ou chovendo, ainda mais aqui em SP que enfrentamos muito trâuinsito e após o trabalho, é sempre muito complicado o deslocamento pela cidade. Mas daí,  gente começa á lembrar que se você falta, sua amiga está lá no clube, treinador por você e treinando muito mais porque parte do time não foi. Então, conseguimos pique para separar a roupa de treino e ir para o clube! Depois que você chega lá, esquece tudo! Vem aquela vontade de treinar e se divertir! Com certeza, não existiria lugar melhor para estar! Não pode deixar a preguiça vencer! Realmente, tem dia que não dá. Rola um compromisso importante, trabalho, faculdade e outros problemas pessoais que podem atrapalhar sua ida ao treino. Mas, para ser um bom time, tem que haver comprometimento. Faça chuva, sol, vento, neve e etc...Tem que amar muito o seu time e o rugby. 

J- Para treinar rugby eu nunca estou com preguiça, e olha que aqui no sul o inverno está rigoroso. Já nos treinos físicos às vezes dá vontade de não fazer, mas daí eu penso nos meus objetivos e vou para a musculação. É tudo uma questão de disciplina também, no rugby 7´s o preparo físico conta muito, se você tem essa consciência, mesmo com preguiça você faz o treino.

No meu time temos meninas que comparecem sempre e outras nem tanto. Algumas só podem treinar aos sábados por causa do trabalho. Eu sou uma pessoa que cobra a presença, porque só treinando vamos evoluir. Mas passei a entender que as pessoas têm objetivos diferentes e dão importância diferente ao rugby. 
[Maira, Rugby Potiguar] Gostaria de saber qual é a importância que elas vêem em jogar pela seleção brasileira e em representar as mulheres brasileiras neste esporte?

P- Oi Maira! A importância é enorme! Vestir a camisa com as cores do seu país, saber que você carrega a esperança de milhares de pessoas, um monte de gente torcendo pelo Brasil, realmente a sensação é indescritível. É muito bom conferir seu nome na lista de convocadas, ver o time que está indo para mais um desafio, saber que você vai compartilhar momentos incríveis com meninas de times rivais, e que tudo isso é pelo objetivo único de defender seu país, é uma sensação muito positiva. Sendo mulheres, isso vem com um jeito especial, porque somos muito mais sensíveis que os meninos e toda nossa história de vitórias na América do Sul, vem na memória e nos enche de esperança quando temos um novo desafio pela frente. É um sentimento muito bom que nos dá uma energia única, e enche o grupo de alegria. 

J- Representar o Brasil era um sonho de criança, tentei durante anos com o atletismo, mas não consegui. Depois entrei no rugby e tive a oportunidade. Nunca vou esquecer a emoção de vestir pela primeira vez a amarelinha. É indescritível.
Sinto muito orgulho de representar meu país. Quando viajamos para jogar pela seleção estamos representando não só as mulheres, e sim o rugby do Brasil, estamos mostrando que no Brasil existe rugby, rugby de qualidade. Todas as meninas da seleção tem consciência disso, por isso quando entramos em campo damos 100%.
[Karlla, RdC] Vocês já praticaram Rugby Union (XV de cada lado?) Vocês acham que esta modalidade teria algum sucesso no Brasil e poderia se desenvolver?

P- Oi Karlla. Eu tive a experiência de jogar Rugby Union em 2003, quando o SPAC realizou uma gira para Posadas (Argentina). Foi um grupo de mais de 20 meninas, e foi sensacional. Jogamos com o time de Chaco, uma província da Argentina que montou uma boa equipe para realizar esse encontro. E depois disso, em 2008, foi realizada uma gira para a Holanda, onde fomos com um grupo de mais de 37 meninas, e fizemos vários jogos de XV com equipes de universidades e inclusive com a seleção da Holanda. Foi uma experiência única, pois é muito diferente do seven, que é um jogo bem rápido e dinâmico. Não posso afirmar que o XV teria sucesso com o feminino aqui no Brasil, por enquanto não posso afirmar isso, porque embora hoje tenhamos uma quantidade bem maior de clubes jogando rugby, ainda enfrentamos o problema da falta de meninas para jogar. Vira e mexe um time deixa de participar de rodadas de jogos por falta de meninas para jogar, e isso porque jogamos seven. Imagina jogar XV?
É necessário estruturar muito bem os times, ter quantidade de meninas jogando, para aí sim, partir para o XV. Precisamos recrutar mais jogadoras, e isso é tarefa para os clubes. 

J-
Eu joguei durante 15 meses na Irlanda e adorei. Para jogar rugby XV cada time precisa de, no mínimo, 20 jogadoras. Em termos de clube eu acho difícil a modalidade se desenvolver no Brasil, mas um projeto de seleções regionais de XV e quem sabe seleção de XV acredito que pode dar certo. A seleção brasileira de XV que foi para a Holanda, perdeu o amistoso por 10x00. Um placar muito favorável ao Brasil, se levarmos em consideração que a Holanda joga há anos e está no Europeu A e o Brasil nunca tinha jogado.
[Maira, Rugby Potiguar] Na visão de vocês existe um tipo definido de mulher pra jogar rugby?

P- Maira, não acredito num tipo definido. Fisicamente não. Mentalmente, sim. Precisamos de mulheres que tenham muita garra, vontade e comprometimento. Eu acredito nisso. 

J-
Não acredito. Claro que o sevens é um jogo rápido, que exige um bom preparo físico, mas acredito que todas podem jogar, e o principal, todas podem evoluir.
[Maira, Rugby Potiguar] Como foi a experiência de jogar o campeonato universitário em Portugal?

P- Maira, o campeonato em Portugal foi muito bom no geral. Pois tivemos um grupo renovado, o que não descarta as jogadoras que ficaram aqui no Brasil e são muito importantes para nosso grupo. Tivemos
um bom desenvolvimento ao longo do campeonato, o que nos mostrou que é possível chegar ao nível de jogos internacionais, como viemos em Dubai por exemplo. O trabalho que tem sido feito com a seleção, visa elevar cada vez mais nosso nível, e nós acreditamos nisso. 

J- Eu sempre sonhei em ser atleta e chegar a um mundial é o ponto máximo de qualquer atleta então, acima de tudo, eu me senti realizada.

A experiência foi ótima. Fizemos alguns bons jogos. O importante para mim é que apresentamos um bom nível, fazendo jogos disputado com Rússia e Grã-Bretanha. Se testar em uma competição fora da América do Sul é sempre produtivo. Aqui sempre somos favoritas, mas fora o jogo é mais veloz e com mais potência nos contatos. É jogando em um nível mais alto que se evolui.
[Maira, Rugby Potiguar] Qual é o conselho que elas dão para as praticantes de rugby em todo Brasil?

P- Maira, como disso na pergunta sobre o tipo definido de mulher para jogar rugby. É preciso ter muita garra, vontade e comprometimento. Primeiro é preciso querer muito que seu clube eleve o nível de jogo, participe de jogos por todo o Brasil e depois pensar em seleção. Não pode desistir, porque precisamos de pessoas fortes para lutar e seguir em frente com seus clubes e assim, levar o rugby por todo o país.

J- Primeiramente, respeitem e conheçam o esporte. O “espírito do rugby” é algo que deve ser repassado e desenvolvido. No mais, se divirtam jogando.
[Fernandinha, Goiânia Rugby e RdC] Pergunta se o técnico e a comissão técnica ficam disponíveis todo o tempo, diferente do time do GRC feminino, que tem que dividir o técnico e a prioridade nunca é o feminino.

P- Fernandinha, no caso da seleção, a comissão técnica é só do feminino mesmo. Não existe um trabalho paralelo. No clube onde jogo, nosso treinador é exclusivo para o feminino, mas já passamos muito por isso. Tivemos treinadores que davam treino para o juvenil e feminino, ou para o feminino e o adulto, ou até mesmo, muitos eram jogadores do adulto e precisavam dividir seu tempo entre ser jogador do clube e treinador do feminino. Não é um tarefa fácil, mas realmente é meio complicado. O ideal é ter um treinador para cada equipe, assim o trabalho fica mais focado. 

J-
Na seleção eles estão sempre a disposição, tanto treinadores quanto preparadores físicos e fisiote-rapeuta. No meu clube o meu treinador é jogador do adulto, mas é treinador só do feminino. Ele é muito empenhado em preparar e passar os treinos. Se precisar deixar de treinar para nos treinar (acho que) ele deixa. Ele é um estudioso do rugby e sempre procura nos desenvolver ainda mais. Então eu não tenho do que reclamar.
[Karlla, RdC] Como vocês viram a mudança da ABR para CBRu do ponto de vista estrutural e financeiro?

P- Karlla, vejo que foi uma mudança bem positiva. Podemos perceber isso pela estrutura que estão dando para as seleções de todas as categorias, os patrocínios que foram conquistados, a organização dos torneios nacionais. Vejo que foi uma mudança para melhor. Não vou aprofundar muito mais minha
opinião, porque confesso que não estou muito por dentro de tudo. Mas vejo muitos pontos positivos nessa mudança.


J- Eu sempre fiquei por fora da “política do rugby brasileiro”, então não me sinto capacitada para responder. O que posso falar é que neste ano o apoio financeiro para treinos e viagens está bem melhor e a estrutura para treinamentos também.
[Renatinha, Recife Rugby e RdC] Como vocês imaginam o rugby aqui no Brasil até 2016 e depois?

P- Renatinha, eu vejo que temos um tempo ai pela frente e que muita coisa legal pode acontecer. Desde a reestruturação da nossa Confederação Brasileira até o desenvolvimento dentro dos clubes. Espero que as Olimpíadas no Brasil seja um grande sucesso, e o rugby venha com muita potência mostrar seu valor.

J- Vejo com bons olhos o futuro do rugby no Brasil. O retorno dele para a olimpíada facilita a busca de recursos e a visibilidade. Sonho e acredito no crescimento do esporte.
[Karlla, RdC]Quais o valores que mais marcaram vocês na Seleção e qual recado dariam para as meninas que estão em dúvida se jogam ou não Rugby?
P- Karlla, acho que os valores que mais me marcam e que nunca vi em outros esportes é o chamado "espírito de rugby". É essa atitude de querer o bem para o rugby num todo, união, amizade que vai além das pessoas do seu time, a alegria dos praticantes
quando se encontram em um torneio, essa vontade de mostrar o rugby para todo mundo. Realmente no rugby você faz amizades para o resto da vida, e conhece diversas histórias de cada jogador(a) que fazem parte da história do rugby no país, a importância de cada um para montrar o que somos hoje. E para quem está em dúvida, espero que ao menos tentem conhecer mais de perto. Garanto que não vai se arrepender. 

J-
A seleção tem um grupo de meninas apaixonadas pelo rugby e que fazem de tudo para representar bem o Brasil. Acredito que a determinação e a superação são marcas da seleção. Eu diria para as meninas que estão em dúvida darem uma chance ao rugby, vocês vão se surpreender.


Nós do Rugby de Calcinha agradecemos a oportunidade em saber um pouco sobre as meninas que hoje representam tão bem a camisa da nossa Seleção e que tanto nos orgulham. Obrigada Júlia e Paulinha.

Agradecemos também ao Coach Maurício Migliano pela indicação da entrevista.

Matéria editada por Renata Barros e Karlla Davis da equipe Rugby de Calcinha.
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Vídeo de lançamento do mundial



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17 de ago de 2010

Encontro Feminino de Rugby no Uruguai


Quem estiver pelo Uruguai no dia 28 desse mês, pode ser uma a mais a participar do encontro Feminino de Rugby Recreativo, organizado pela União de Rugby do Uruguai e Champagnat. Participarão mais de 100 mulheres de cinco clubes e de todas as idades.
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A História da Copa do Mundo de Rugby Feminino

O pináculo dos jogos femininos, a edição 2010 será a sexta Copa do Mundo de Rugby feminina com  com a primeira delas ter sido sediada na capital do País de Gales Cardife em Abril de 1991.
O troféu esperado pelas 12 equipes

O sucesso inaugural do campeonato lançou as bases para o futuro e provou a viabilidade de uma competição internacional, tal que o Campeonato Mundial de Rugby mulheres continuou a crescer até hoje.

Doze equipes participaram do primeiro torneio em Cardiff  entre os dias 06 e 14 de abril: as anfitriãs Gales, Canadá, Inglaterra, França, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Espanha, Suécia, E.U.A. e da URSS.

Inglaterra e EUA garantiram seus lugares na final inaugural eliminando França e Nova Zelândia respectivamente, onde as mulheres da América do Norte obtiveram a vitória e levaram a taça com uma vitória de 19 a 06 sobre as britânicas.

Três anos depois os times convergiram para Edinburgh com Kazaquistão e Irlanda em sua primeira aparição na Copa do Mundo de Rugby Feminino.  A competição teve alguns interessantes resultados, mas estava claro que desde o início as campeãs USA e Inglaterra eram equipes favoritas.

Ambas esquipes chegaram à final novalmente, porém desta vez a Inglaterra tiveram sua revanche pela final de 1991, em uma excelente perfomance tiveram seu triunfo vencendo o jogo por 38-23 e se tornou campeã desta segunda edição.

A Nova Zelândia retornando com estilo

Pelo ano de 1998 chegou, o primeiro torneio oficialmente apoiado pela International Rugby Board, em Amsterdã, era notável o regresso da Nova Zelândia, liderada pela inspiradora capitã  Farah Palmer, seria sem dúvida o principal desafio para as campeãs anteriores.

Com um campo extendindo a 16 equipes, o torneio produziu um rugby convincente com a Nova Zelândia, Inglaterra, Canadá e E.U.A. mostrando serviço e vindo como fortes candidatos ao título, atingindo então as semi-finais.

A atual campeã Inglaterra impiedosamente varreu Suécia, Canadá e Austrália para configurar a semi-final que todos queriam ver contra a Nova Zelândia,  as Black Ferns tendo sido igualmente impressionantes em bater as recém-chegadas alemãs - por um registro WRWC 134-6 - juntamente com a Escócia e Espanha.

A outra semifinal era seria norte-americana, Canadá tendo se recuperado da perda para a Inglaterra venceu a França 25-7 nas quartas de finais de 1991 ficando face a face com as campeãs E.U.A.

A equipe de Palmer tinha sido prevista para chegar à final, mas a maneira de sua vitória foi surpreendente, as Black Fens encerrando o reinado da Inglaterra como  Campeãs com um triunfo categórico 44-11 para significar o início de sua posição dominante no cenário internacional. E.U.A. foram igualmente impressionados em suas próprias semifinal, despachando o  Canadá por 46-6 se tornando assim um divisor de águas.

Divisor de águas


No entanto, apesar de jogar em sua terceira final consecutiva, as mulheres E.U.A. eram impotentes para parar a  equipe Black Ferns reivindicando um título pela primeira vez com Vanessa Cootes que está nas manchetes por execução de quatro dos oito tries da Nova Zelândia em uma vitória de 44-12.

Rugby Women's World Cup 2002 realizada na Espanha, é considerada como um marco na curta história do Jogo das Mulheres. A final entre Nova Zelândia e Inglaterra estabeleceu novos padrões de excelência em termos de habilidade, aptidão e compreensão, colocando firmemente o Jogo Feminino no mapa.

Samoa fez sua estréia no palco WRWC e gozava do sonho do primeiro jogo, vencendo a Irlanda 22-0 em Santboiana, mas a partir da rodada de abertura, onde a Nova Zelândia num placar de 117-0 esmagou a Alemanha e a Inglaterra afastou Itáliapor 63-9 que novamente parecia destinado a ser a outra finalista.

Numa final de dar água na boca, sem decepcionar em nenhum aspecto, produzindo não apenas um bom jogo de mulheres, mas uma excelente exibição de rugby por qualquer padrão numa mistura fabulosa de consciência tática, um carojso jogo de fowards  e ataque.  O Estádio Olímpico de Barcelona foi um cenário adequado para a final que foi exibida ao vivo no meio da noite para não mencionar que foi testemunhado por uma multidão de 8.000 nas bancadas. As Black Ferns foram vencedoras dignas, com tries de ambos os lados da metade do tempo que a Inglaterra não foi capaz de conter, perdendo então por 19-9.

Em 2006, a Women's Rugby World Cup inovou com o Canadá a tornar-se o primeiro país não-europeu a sediar o torneio, que viu a graça da África do Sul. O primeiro país Africano a fim de competir no torneio, a África do Sul estavam no final de algumas grandes perdas, mas tinham aprendido bastante com a experiência. 

Uma coisa evidente era que a dificuldade tinha sido elevada novamente a partir de 2002, as margens de vitória sobre o conjunto geral estavam menores, com os lados mais competitivo. No entanto, foram os suspeitos de costume que estiveram nas semi-finais, mais uma vez com a Nova Zelândia determinada a manter seu domínio sobre o troféu, Inglaterra ansiosa para vingar a perda final de 2002, com França e Canadá visando o primeiro título.

Uma tentativa de Amiria Marsh no primeiro minuto era um mau sinal de alerta para a França da intenção do  Black Ferns e com cinco tentativas depois, garantiu uma vitória por 40-10 em Edmonton. Inglaterra tinha uma tarefa mais difícil chegar à sua quarta final contra as anfitriãs da casa, o Canadá. Duas tentativas de Charlotte Barras finalmente viram as ex-campeãs garantirem uma vitória apertada por 20-13.

Inglaterra imediatamente tomaram o jogo para se defender da atual campeã, mas tries de Monalisa Codling e  Stephanie Mortimer das Black Ferns que lidaram com um período sustentado de pressão foi recompensada com um try penal e deixaram os campeões com uma vantagem de apenas 15-10. 

Com o número de jogadoras continuando a crescer e paíes como a Austrália agora justificando uma menção na lista dos candidatos ao título como uma verdadeira tentativa de unir os Sevens e 15 de cada lado numa copa do mundo pela primeira vez, a Inglaterra em 2010 promete ser a equipe de Rugby Feminino mais competitiva da Copa do Mundo até à data.


Histórico das copas passadas

1991 - Cardiff, Wales  Final: USA 19-6 England 

1994 - Edinburgh, Scotland  Final: England 38-23 USA



1998 - Amsterdam, Netherlands Final: New Zealand 44-12 USA 
Play-offs: 
3rd/4th: England 85-15 Canada 
5th/6th (Plate Final): Australia 25-15 Scotland 
7th/8th: Spain 22-9 France 
9th/10th (Bowl Final): Ireland 10-26 Kazakhstan 
11th/12th: Italy 10-12 Wales 
13th/14th (Shield Final): Netherlands 67-3 Germany 
15th/16th: Russia 3-23 Sweden
2002 - Barcelona, Spain Final: New Zealand 19-9 England
Play-offs: 
3rd/4th: France 41-7 Canada 
5th/6th: Australia 30-0 Scotland 
7th/8th: USA 23-0 Spain 
9th/10th: Samoa 17-14 Wales 
11th/12th: Kazakhstan 20-3 Italy 
13th/14th: Ireland 23-3 Japan 
15th/16th: Netherlands 20-19 Germany

2006 - Edmonton, Canada Final: New Zealand 25-17 England

Play-offs: 
3rd/4th: France 17-8 Canada 
5th/6th: Scotland 0-24 USA 
7th/8th: Ireland 14-18 Australia 
9th/10th: Samoa 5-10 Spain 
11th/12th: South Africa 0-36 Kazakhstan





Tabela dos Jogos 2010


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Uma dama entre os cavalheiros

Daniela Luchina, integrante da seleção argentina de quad rugby, é a única entre tantos cavalheiros.

Daniela, que joga rugby de cadeira de rodas há dois anos, é a única mulher numa equipe que foi capaz de conquistar um lugar na Copa do Mundo de Vancouver, em 2011, depois de ter terminado em terceiro lugar no Pan.

Luchina, que também participou em publicidades da consciência social, é um verdadeiro exemplo de excelência e, claro, é uma das muitas damas do rugby.


Fotos: Quad Rugby Argentina

Fonte: After XV


Veja Daniela Luchina no Pan do ano passado


Para conhecer mais sobre essa modalidade acesse o site da Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas




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16 de ago de 2010

Seleções chegam para o mundial

As seleções participantes do Women’s Rugby World Cup estão chegando hoje em Surrey para mais uma edição do mundial. A Nova Zelândia, atual campeã, chegou neste sábado e foi a primeira equipe a chegar ao complexo desportivo. Cazaquistão chegou no domingo, enquanto a Austrália e a África do Sul chegaram esta manhã. O restante das equipes chegarão hoje.


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