30 de nov de 2011

2° AMISTOSO CEARENSE DE RUGBY




Gente como é ótimo saber que o rugby está ganhando assas e voando cada vez mais alto em todo o Brasil! E dessa vez Fortaleza (CE) vai sediar mais um amistoso, opa agora dois hehehe...

Primeiro entra em campo as meninas do Centuriões Rugby Clube contra as meninas do Iracemas Rugby Clube, jogão em! E depois o times masculino do Centuriões Rugby Clube contra o time do Sertões Rugby Clube.
Todas as equipes participantes realizam suas atividades em Fortaleza, Ceará.

Os jogos serão realizados no próximo sábado dia 3 de Dezembro a partir das 15 horas na Universidade Federal do Ceará (UFC) - Campus do Pici, no bloco de Educação Física. E a entrada é gratuita.

Após o jogos, os atletas e familiares irão realizar o terceiro tempo na barraca de praia Ovalie Beach (barraca cujo o dono é um francês que jogava rugby) a barraca é a oficial do terceiro tempo no Ceará, que chique em!!!

Espero que todos do Ceará e redondezas marquem presença e gostaríamos de agradecer ao Lucas Eduardo de Oliveira Silva, Vice-presidente do Centuriões Rugby Clube, por nos enviar estas informações. bjokas a todos!!!



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29 de nov de 2011

Dourados Rugby participa do seu primeiro Campeonato Estadual

A equipe feminina do Dourados Rugby participou, no sábado (26/11), de uma partida válida pelo Campeonato Estadual, disputado em Campo Grande. As douradenses acabaram derrotadas por 10 a 0 pelas meninas do Campo Grande Rubgy Clube.

Dourados Rugby

O Dourados Rugby é o único time que representa o município. A equipe foi fundada por um grupo de amigos encabeçado pelo estudante de engenharia de produção, Sílvio Coalho, em fevereiro deste ano. Desde o início algumas meninas participavam dos treinamentos, mas a o time feminino começou ser montando a partir do segundo semestre. Atualmente conta com 12 jogadoras, sendo em sua maioria, universitárias da região, que são treinadas pelos ex-jogadores Guilherme Brunini Sbardelini e Wagner Camargo.


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26 de nov de 2011

Bora Brasil!!!

As seleções femininas de rugby se concentram em São Paulo nesse final de semana, no SPAC. As meninas que embarcam para Dubai no domingo, se concentram para o próximo desafio, enquanto isso, as meninas que irão participar do seven de praia em Manta/Equador, também iniciam a preparação. Bora Brasil!!! (Paula Ishibashi - via Facebook)


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Inglesas derrotam as Black Ferns

Por Victor Ramalho do Blog do Rugby
Moldávia e Suíça vencem no Europeu de Nações

Começou neste sábado a turnê da seleção feminina da Nova Zelândia, as Black Ferns (campeãs mundiais) na Inglaterra (país das vice-campeãs mundiais). A gira  de uma grande seleção do Hemisfério Sul no Hemisfério Norte é um marco na história do XV feminino, colocando de vez as mulheres no calendário dos grandes jogos anuais de rugby. 

As neozelandeses farão três partidas contra a seleção inglesa. A primeira foi disputada no templo do rugby inglês, o estádio de Twickenham, em Londres, comprovando a importância dos duelos. Mas, as Black Ferns não começaram bem a série de amistosos. Sem a melhor jogadora do ano passado, Carla Hohepa, a Nova Zelândia foi derrotada pelas Inglaterra, por apertados 10 x 0, com 7 x 0 no primeiro tempo, com try da central Emily Scarratt, após jogada da genial asa Maggie Alphonsi. No segundo tempo, o drop goal da capitã Katy McLean selou a vitória. 

A Inglaterra vinha de derrota no último amistoso contra a França, e se recuperou em grande estilo, batendo a melhor seleção do mundo. Foi apenas a terceira vitória da história da seleção feminina de XV da Inglaterra sobre as Black Ferns. Curiosamente, a Inglaterra é a seleção que mais vezes derrotou a Nova Zelândia.

Leia a matéria completa no Blog do Rugby

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Amistoso feminino: Galícia x Mustangs


Os times Galícia Rugby Feminino e Mustangs se preparam para amistoso em Conceição do Coité - BA. O jogo será em retribuição ao time de Coité que foi à Salvador dia 20 de agosto.

Com 16 meninas treinando, o Galícia vai reforçado ao amistoso com o apoio da Toca do Morcego, que passa a patrocinar o time feminino. A Toca é um dos poucos espaços de entretenimento do Morro de São Paulo, lugar paradisíaco do estado da Bahia.

Amistoso Galícia x Mustangs
Estádio Municipal de Conceição do Coité
Dia 04 de dezembro, às 16h
Entrada Grátis

Quem puder participar dessa festa baiana, irá celebrar o rugby com muito axé! :)



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25 de nov de 2011

25 de novembro: Dia internacional de combate à violência contra a mulher


Hoje é dia 25 de novembro, dia internacional de combate à violência contra a mulher. E o que nós, rugbiers de calcinha, temos a ver com isso?

Não é novidade para nenhuma de nós o discurso (ignorante) do senso comum de que o rugby possuiria características de cunho agressivo e/ou violento e que seria, portanto, inadequado para mulheres. Não seria a lógica perversa que sustenta esse discurso a mesma presente na fala de milhares de pessoas que toleram o desrespeito a mulheres por toda parte: a de que o corpo feminino tem funções e usos pré-estabelecidos?

Transitar da dança para o esporte de certa forma me faz enxergar o rugby como uma ferramenta de transformação que vai além da compreensão dos valores que constroem o tal ‘espírito do rugby’. Jogar rugby me ensinou muito sobre o que é o corpo, sobre seus limites e sobre o valor que se dá ao próprio corpo, de dentro pra dentro e não só de dentro pra fora. [Explico: a dança, assim como diversas outras atividades subentendidas como “propriamente femininas”, costuma tratar o corpo feminino como algo a ser utilizado para promover algo benéfico para terceiros e não para a própria mulher. O ballet, por assim dizer, me ensinou sobre a beleza e a graça, sobre o que fazer para contrariar a dor e vencer meus limites em nome do belo, mas em momento algum apareceu uma resposta a uma pergunta muito simples: a quem serve essa graciosidade?] O rugby ensina formas alternativas de apreciar o próprio corpo, por basear a apreciação de si própria não na forma que o corpo tem mas, grosso modo, no que o corpo é capaz de fazer. Não é amar o próprio corpo pela aparência que ele tem para os outros, mas pelas coisas incríveis que ele é capaz de fazer por você e – mais bonito ainda – pelo seu time. O corpo das rugbiers que eu conheço é capaz de encurtar distâncias, abrir caminhos entre obstáculos, proteger companheiras dentro de campo. Somado ao tamanho aprendizado que se adquire na espera pela cura de lesões, isso nos ensina a dar um valor real ao corpo que temos, a respeita-lo em suas limitações, a entender que o tempo de que o corpo precisa por vezes não acompanha o ritmo da nossa vontade... mas todo o tempo e apoio que ele precisar lhe será dado, por nós mesmas e por nossas companheiras de time. O curioso do amor que se desenvolve pelo próprio corpo através do esporte é também sua maior beleza, por assim dizer: é com o corpo que se tackleia, que se passa a bola, que se varre um ruck, mas não é ele o que define o que é ‘ser um rugbier’, e sim as relações que desenvolvemos com ele e a partir dele. Essas, sim, são relações de amor genuínas. Como explicar a quem não joga rugby que nós, que colocamos nosso corpo à disposição para tacklear, que vivemos cheias de hematomas-troféu, íntimas das atividades de fisioterapia, somos daquelas que verdadeiramente temos amor pelo próprio corpo?

É também em nome desse amor que se faz necessário olhar para a questão do combate à violência contra a mulher com ainda mais atenção. Atentar contra nossa integridade (física, sobretudo) é um desrespeito que atinge nossa essência. Não é um acidente. Não é aceitável. Não é normal. Combater a violência contra a mulher é um gesto que reafirma o amor que temos por nós mesmas e o amor que temos umas pelas outras; e desse amor, convenhamos, todas entendemos muito bem.

Você sabia? ‎4 em cada 5 faltas ao trabalho das mulheres, é por causa da violência doméstica. 1 em cada 5 mulheres diz ter sofrido algum tipo de violência doméstica. A cada 15 segundos uma mulher é espancada. A cada duas horas uma mulher é assassinada. Em 70% das ocorrências de violência contra a mulher o agressor é o marido ou o companheiro.


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24 de nov de 2011

SELEÇÃO BRASILEIRA SE PREPARA PARA TORNEIO DE BEACH RUGBY NO EQUADOR

Meninas defendem bicampeonato nos Jogos Sul-Americanos de Praia. by site oficial da CBRU http://www.brasilrugby.com.br/


A seleção brasileira feminina de beach rugby treina neste final de semana (26 e 27) para os II Jogos Sul-Americanos de Praia, que serão realizados de 2 a 12 de dezembro, na cidade de Manta, no Equador. Os treinos ocorrem no SPAC, em dois períodos.

"Será um treino mais para ganhar ritmo de jogo. Elas terão companhia da seleção feminina de sevens, que treina para competição em Dubai. Ano passado as meninas foram campeãs e agora é lutar pelo bi", contou José Eduardo, treinador das meninas.

As partidas de beach rugby acontecem nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, na Arena Sudamericana, na praia de El Murciélago. As brasileiras irão enfrentar Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Na primeira fase jogam todos contra todos. No beach rugby jogam cinco jogadoras na linha.

O árbitro Ricardo Sant’Anna será o representante brasileiro na arbitragem das competições de rugby.

Dez países e mais de mil competidores participam dos II Jogos Sul-Americanos de Praia. O Brasil, campeão da primeira edição dos Jogos, será representado por 125 atletas.

Confira a lista das convocadas da Seleção Brasileira Feminina:
Beatriz Pereira (Desterro RC)
Gabi Pioli (SPAC)
Isadora Perna (São José RC)
Juliana Souza (Desterro RC)
Vanessa Chagas (Desterro RC)
Maíra Magdaleno (Desterro RC)
Vanessa Gardelim (São José RC)
Viviane Trindade (Niterói RFC)

Comissão técnica: José Eduardo Moraes (Técnico), Anderson Garcia (Auxiliar Técnico) e Antônio Martoni (Chefe da delegação)

Foto: Divulgação/CBRu

Sucesso meninas!!!!!!

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Você conhece o RPT?

RPT é a sigla para a ONG - Rugby para Todos.
Uma organização localizada em Paraisópolis - São Paulo, que ensina rugby para pessoas de baixa renda da região.

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Torneio: Lions Rugby Sevens 2011






Seu clube já está inscrito no Lions Rugby Sevens 2011??

Este é um dos torneios mais tradicionais da história do Rugby Sevens no Brasil.
Até 2010, o Lions era uma etapa do Campeonato Brasileiro de Sevens, que, este ano, teve uma mudança e só teremos agora um final de semana para a disputa e reconhecer o melhor time do Brasil!

A pedido de muitos, o torneio não foi extinto e, ocorrerá nos dias 10 e 11 de dezembro de 2011.

As inscrições com desconto já acabaram, mas, ainda da tempo!

Leve seu time pra desfrutar o melhor do Rugby Sevens!



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Amistoso Tornados Feminino vs Pasteur Feminino


Amistoso Tornados Feminino vs Pasteur Feminino nesse domingo, 27/11 às 10:00 no campo do Bela Vista.
USP e Lechuza feminino estão para confirmar presença!!!

Venham prestigiar!!!
O Indaiatuba Rugby Clube conta com o apoio de: Sec. Municipal de Esportes de Indaiatuba, Relthy Laboratórios, Transportadora Riopardense, Loja do Rugby, AutoEscola e Despachante Marquinhos, F&D Eletro Eletrônica, Casa de Carnes Gouveia, Aquarela Tintas, Churrascaria Jatobá, Lanchão Indaiatuba, Congesa, Restaurante Moinho Bela Vista.
Fonte: Tornados Indaiá

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23 de nov de 2011

A final do Super 10, de dentro da torcida


A abertura de um espaço para transmissão ao vivo das partidas de semi-final e final do Super 10 criou uma janela de visibilidade que se estendeu para fora dos limites do gramado e chegou até o espetáculo da torcida, no mais muito elogiada e dando indícios de que há a possibilidade de formação de uma ‘cultura de torcida’ do rugby brasileiro. Mas como assim, ‘cultura de torcida’? Não seria a torcida uma manifestação do perfil cultural do esporte em si?

(Só uma consideração inicial: vou tentar ao máximo me abster da comparação que parece inevitável entre a cultura do futebol e a do rugby. O rugby tem uma grandeza absoluta, não relativa, e defender uma cultura esportiva em detrimento de outra é uma atitude anti-esportiva por excelência, na minha opinião).

Não são muitas as oportunidades que temos para acompanhar, presencialmente, partidas de rugby com a torcida disposta em forma de arquibancada. Além de prover uma visibilidade melhor da totalidade do campo uma reverberação acústica interessante, o formato compreende uma dimensão simbólica interessante por deixar claro que o espetáculo dos gramados não se encerra em si, é um espetáculo a ser apresentado àqueles que, de fato, dão sentido para o acontecimento: a torcida. À exceção de pouquíssimos passantes curiosos, a torcida que esteve presente tanto nas semi-finais quanto nas disputas finais de colocação era massivamente composta por familiares e companheiros de clube dos atletas que iriam entrar em campo. O que se pôde observar pela transmissão televisiva e olhando de fora foi uma bela celebração real da coletividade e uma comemoração não só da trajetória percorrida pelas equipes que chegaram àquela fase da competição, mas da conquista que aquele espaço representava. O frenesi em torno do fato de o evento ser televisionado, no entanto, parece ter provocado efeitos que turvam uma realidade cara e familiar a nós, rugbiers: as boas práticas inerentes à cultura do rugby são e devem ser cotidianas, e não traços demonstrativos para fora desse universo. Em outras palavras: todos nossos referenciais de respeito não são e nem devem ser o faqueiro que só se usa quando se tem visita em casa.

O kick off dessa polêmica de interpretação maliciosa da parcela que foi mostrada desse ‘universo rugbier’ nas partidas televisionadas do Super 10 foram comentários que sugeriam que aquelas demonstrações de respeito estariam necessariamente vinculadas à exposição do evento, incluindo os microfones abertos da arbitragem. Grave (e sintomático) pensar que o respeito, que deveria ser o denominador comum a toda e qualquer relação social (sobretudo desportiva), virou notícia. Há respostas indignadas a essa lamentável demonstração de desconhecimento e desrespeito ao nosso esporte rolando por toda parte, de modo que talvez seja desnecessário retomar os diversos pontos dos discursos que se pode acompanhar em outros blogs, canais de notícia ou conversas pontuais de boteco.

Fica, então, o espaço para pensar nessa torcida não de dentro pra fora, mas de dentro pra dentro.

O notável silêncio que a torcida toda fez durante as cobranças de penal (e olha que foram muitas!) foi sintomático de um lema que parece nortear essa tentativa de formação de cultura de uma torcida rugbier nacional: no rugby não se torce contra, só a favor. Isso evidentemente passa por adaptações dependendo do país, do clube, do contexto, enfim, de tudo aquilo que contribui para a formação de qualquer identidade - com a ‘identidade de torcida’ não poderia ser diferente. Uma das poucas lições que o ballet me ensinou que cabem a esse contexto é na verdade uma grande obviedade que parece, no entanto, ser massivamente ignorada não só nessa situação: dizer que o outro é pior não faz de você melhor, e torcer para que o outro caia não evita o seu tropeço.

Outra relação controversa é aquela que se dá entre a torcida e a arbitragem e, infelizmente, algumas atitudes individuais mancharam o que poderia ter sido só o espetáculo de uma torcida que leva para as arquibancadas os valores que carrega também para dentro de campo. Talvez isso se deva também às oportunidades providas pelo formato da arquibancada: ledo engano pensar que o alambrado em torno do campo te faz menos parte do que ocorre lá dentro. Digo mais: pensar que o impacto da relação dentro x fora de campo é unilateral (ou seja, que o impacto vem do que acontece dentro de campo em direção a quem, passivamente, está fora) é quase como afirmar que sua presença lá, como torcedor, é inútil. É inadmissível agredir um árbitro, é inadmissível agredir um árbitro de rugby, é inadmissível ser um jogador de rugby que agride um árbitro de rugby. ‘Senhor’ e ‘senhora’ não devem ser palavras que perdem o sentido pelo tanto que se repetem e ainda que haja equívocos (esperados de qualquer ação que demande interpretação humana de uma situação) espera-se de um atleta uma forma madura de lidar com essa realidade. ‘Jogar no limite do juiz’ não é o mesmo que lançar mão de uma malandragem aqui e ali, e sim compreender um perfil de rigor e tendências de interpretação que, sim, podem variar, e isso faz parte do jogo. Felizmente, laços e valores de respeito parecem ter sublimado reações coléricas desmedidas dentro de campo: mas não fora, totalmente. Será por que a ideia de estar na arquibancada parece garantir alguma impunidade desse tipo de ação lamentável?

Sendo este um blog feito por meninas do rugby, penso ser, portanto, adequado falar sobre a torcida também do ponto de vista específico de meninas do rugby. E não só por isso, mas também por algumas especificidades do público que pratica rugby no Brasil atualmente que são – felizmente – dignas de nota.

Tenho orgulho de ter estado presencialmente lá, de ter engrossado o coro da torcida do meu clube, dos resultados alcançados pela equipe masculina mas fiquei especialmente feliz por constatar que nós, torcedoras do rugby, fugimos do padrão criado do que se espera de torcedoras do sexo feminino. Nós não somos um acessório. Nós não somos uma subcategoria. Nós não somos diferentes de cada um dos caras que entrou em campo para defender a nossa camisa e isso parece ter sido devidamente reconhecido. A força dessa torcida feminina (que, no caso do meu clube, esteve lá em peso) estava na mensagem contagiante dos hinos que cantávamos, na identificação que sentimos por sabermos exatamente qual a sensação de honrar a camisa que vestimos, e não numa disposição de inferioridade. Nós, torcedoras do rugby, somos TORCEDORAS: não cheerleaders. Existe ainda na cabeça de muitas pessoas uma ideia de que o rugby é um terreno ainda primordialmente masculino e, se os resultados e avanços conquistados pelas meninas que representam o rugby brasileiro ainda não foram suficientes para mostrar que essa supremacia subentendida é um grande engano, a massiva presença feminina nas arquibancadas nos últimos dois finais de semana (e a nossa relação de igualdade para com os jogadores dentro de campo) reforça a mensagem. Nosso espaço na torcida é garantido e reconhecido não por performances acrobáticas de micro-saia ou por desfiles em roupas diminutas carregando cinturões de premiação mas porque o respeito e admiração que nós sentimos por aqueles jogadores é recíproco. Isso, sem dúvida, vale muito mais do que qualquer título de miss ou musa de torcida.

(Só resta saber se essa reciprocidade se confirmará presencialmente nos eventos de rugby feminino por vir, televisionados ou não).


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Vitória Rugby Feminino no Esporte Capixaba

Equipe Feminina do Vitória Rugby no Esporte Capixaba 



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22 de nov de 2011

Lei do Incentivo ao Esporte - Rugby em MG

Saiu uma matéria sobre a Lei do Incentivo ao Esporte no site do Ministério falando sobre o rugby em Minas Gerais. Vemos que nosso esporte está crescendo quando o governo federal que, alguns anos atrás não enxergava o rugby, agora passa a querer ajudar ele a crescer.


Confira a matéria clicando AQUI!


Rugby tá sendo grandinho já, né? :)


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19 de nov de 2011

Times do Brasil: Campo Grande Rugby


 O Campo Grande Rugby Clube (CGRC) comemorou, em 2011, dez anos de sua fundação. Desde o início de suas atividades existiram meninas interessadas em jogar rugby, dentre essas a capitã do time Gabriella Saldanha, que teve seu primeiro contato com o esporte em 2002. Nessa época contavam com a valiosa ajuda da Lívia Borges e Hamilton Luiz Nadai (atuais coaches do CGRC feminino).

Desde então, existiram várias tentativas de formar um time em Campo Grande/MS, mas infelizmente padeceram dos mesmos problemas enfrentados por diversas equipes de rugby no Brasil:  falta de incentivo, patrocínio, divulgação do esporte e etc.

No ano passado, houve uma restruturação do time e conseguiram participar de um torneio de seven realizado em Campo Grande/MS. Foram dois jogos e duas derrotas (uma para Maringá e outra para Goiânia).

Em 2011, houve uma renovação de jogadoras e as atividades do time feminino começaram em julho, mas dessa vez contaram com treinamentos especificos realizados pela dupla de coaches e também com o auxílio de Mauro e Hirata (equipe masculina). A especificidade dos treinamentos e a estruturação do time tornou a atual equipe do CGRC mais competitiva e pronta para se destacar no cenário nacional. Vale salientar o apoio incondicional da Federação de Rugby do Mato Grosso do Sul ao rugby feminino no MS.

No dia 12 de novembro desse ano foi realizado o primeiro amistoso com a atual formação da equipe contra o Dourados Rugby. O resultado foi 10X5 para o time de Campo Grande, já mostrando os resultados dos esforços desse "novo time", ainda que já tenha 10 anos de história.
 

Campo Grande Rugby Clube - Feminino
Presidente do Clube: Daniel Aleixo
Presidente da Federação de Rugby do Mato Grosso do Sul: Luiz Fernando Villanueva
Coaches: Hamilton Luiz Nadai e Lívia Borges
Capitã: Gabriella Saldanha
Local dos treinos e horário: Quarta-feira (20:30 no campo do Chiad) e Sábado (15:00 no Centro Olímpico da Vila Nasser).
Contato: gaby.saldanha@gmail.com

Mais uma dica para quem procura um time para treinar! É sempre um prazer divulgar os times aqui no blog. Como todos sabemos, divulgação é a alma do negócio!

Seu time já apareceu aqui na nossa home? Não?! Mande a história da sua equipe juntamente com uma foto das jogadoras, o brasão e as informações de treino para rugbydecalcinha@gmail.com!


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18 de nov de 2011

I Torneio de Rugby Feminino For Fun de São Carlos



Neste domingo, 20/11, os times de Rugby feminino de Limeira, Ribeirão Preto e  São Carlos, se reúnem  para jogar o I Torneio For Fun de Rugby Feminino. 

O evento ocorrerá no campo de futebol da USP I de São Carlos, às 14h, para mais informações acesse http://www.facebook.com/events/271623959547162







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17 de nov de 2011

Rugby Feminino Maringá no Programa Ver Mais Maringá

Veja a matéria com a equipe do Maringá no Ver Mais Maringá





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16 de nov de 2011

Pernambuco é campeão do Nordeste 7's 2011


Recife Rugby x Albynos

A equipe feminina do Recife Rugby Club garantiu mais uma vez o título do Nordeste Sevens, tanto no feminino quanto no masculino. A equipe Iracema (CE) levou a taça prata no feminino. O juvenil venceu a equipe do Camaragibe Rugby (PE).

Na 6ª edição do torneio, participaram equipes do PI, CE, RN e 4 equipes de PE.


A organização conseguiu transmitir AO VIVO todos os jogos, mais uma grande conquista do rugby nordestino. Todos os jogos podem ser vistos através do canal http://www.justin.tv/acaovideo/videos


Classificação no Feminino:


Recife RC (PE)
UFPE (PE)
Albynos (PI)
IFPE Sertão - (PE)
Iracema (CE)
Camaragibe (PE)
Potiguar (RN)


Parabéns a todas as equipes do NE que jogaram com muita raça. As meninas do Albynos e do IFPE Sertão, que viajaram mais de 12 horas para participarem do evento. A AnnaJô do PI, Maíra do RN e Tayany do CE, que sempre lutam para ver esse nosso rugby crescer. Parabéns meninas e também a organização!

Fotos do evento por Otávio Portugal (em breve serão publicadas todas as fotos)



www.ne7rugby.com.br
  
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11 de nov de 2011

Transmissão ao vivo das semi-finais do Super 10


Acontecem amanhã a partir das 19:30h no Estádio Municipal Hermínio Espósito, no município de Embu das Artes, as partidas de semi-final do Super 10, a primeira divisão do Rugby XV adulto masculino brasileiro. O SPAC enfrentará o São José e, em seguida, os meninos do Bandeirantes enfrentarão o Pasteur. A novidade deste ano está na inédita transmissão ao vivo das partidas pelo canal SporTV, conquistada a partir de uma parceria feita com a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

Ainda que não sejam partidas de um campeonato de equipes femininas, a conquista desse espaço é relevante a todas as categorias por propiciar um canal amplo de divulgação do esporte e ser, de certa forma, uma confirmação e reconhecimento do crescente interesse que a população brasileira vem tendo pelo rugby. De acordo com Carlos Pereira, representante da agência de marketing esportivo junto à qual a CBRu trabalha, os eventos de rugby televisionados pela SporTV esse ano apresentaram índices de audiência comparáveis aos de modalidades já consolidadas como o basquete. Só para lembrar: esse ano foram transmitidos jogos do Campeonato Sulamericano de Rugby Sevens - do qual nossas amazonas saíram com o heptacampeonato - e amistosos jogados entre a seleção brasileira masculina e o time de Edimburgo.

E para nós, rugbiers de calcinha, essa não é a única conquista a ser comemorada: a partida entre Band e Pasteur também contará com uma figura feminina na arbitragem. Colhendo os frutos de muito trabalho e dedicação exemplar, a responsável por uma das bandeiras na partida será uma figura já conhecida por muitas de nós: Nayara Santos. Sua presença na partida é representativa não só por ser um reconhecimento do desenvolvimento exemplar que a mesma vem tendo na carreira de arbitragem, mas também por ser uma quebra já na primeira partida televisionada do Super 10 do tabu que restringe o universo do rugby à esfera masculina. Uma das grandes sacadas de televisionar partidas é o estímulo à criação de ídolos e o incentivo à formação de torcidas que acompanhem as partidas, e o mesmo valor deve ser dado à equipe de arbitragem que, sabemos, também passa por inúmeras dificuldades para bem desempenhar o seu papel. Nay, eu, Bailarina, acredito falar por todas as rugbiers de calcinha do Brasil quando digo que tenho muito orgulho de você.


Por esses e tantos outros motivos, o convite para acompanhar as partidas da semi-final do super 10 (pela TV ou, melhor, pessoalmente) não deve ser estendido apenas àqueles que vestem as mesmas camisas que as equipes que entrarão em campo: é uma conquista e, potencialmente, apenas o começo de uma trajetória de maior visibilidade para todos nós.

Dados do evento:

Quando: Amanhã, dia 12/11, a partir das 19:30h
Quem: 19:30h - SPAC x São José
21:00h - Band x Pasteur
Onde: Estádio Municipal Hermínio Espósito, Embu das Artes, SP
Quanto: Entrada Gratuita
Site do evento: www.rugbysuper10.com.br

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10 de nov de 2011

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Depois do bronze no Uruguai, seleção feminina foca Dubai

Brasileiros têm bom desempenho no Torneio Valentin Martinez
 
São Paulo (SP) - A seleção brasileira feminina de rugby sevens terminou na terceira colocação no tradicional Torneio Valentin Martínez, disputado entre os dias 4 e 6 de novembro, no clube Carrasco Polo, em Montevidéu (Uruguai). Agora o foco é se preparar para o Emirates Airlines Dubai Rugby Sevens Tournament, de 1 a 3 de dezembro, na capital dos Emirados Árabes Unidos.

O torneio feminino, que tem patrocínio da Emirates Airlines e será disputado paralelamente ao HSBC Sevens World Series para equipes masculinas, contará com a participação de oito países: Nova Zelândia, Austrália, Inglaterra, África do Sul, Estados Unidos, China, Canadá e Brasil. A seleção feminina treina nos dias 26 e 27 de novembro, viajando para Dubai na madrugada do dia 28.

"Basicamente estarão presentes as seis melhores equipes do ranking mais Brasil e China. Em 2010, jogamos pelo International Invitational Women e ficamos em décimo. Agora a expectativa é fazer bons jogos e mostrar como o rugby brasileiro e a seleção feminina estão evoluindo", comentou José Eduardo, treinador da seleção de sevens.

Posteriormente ao campeonato, será realizado o Emirates Four Nations Cup, uma nova competição internacional desenvolvida pela Federação Asiática de Rugby e apoiada pela International Rugby Board (IRB). A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) foi convidada para participar com a seleção masculina de rugby XV. Participam também do evento, que será realizado de 9 a 16 de dezembro, Quênia (Confederação Africana de Rugby), Hong Kong (União Asiática de Rugby) e Emirados Árabes Unidos (União Asiática de Rugby).

A performance da seleção feminina em Montevidéu - Jogando sem suas principais atletas, a seleção feminina foi derrotada por 7 x 0 na semifinal pelo Uruguai, que perdeu a final para a Argentina por 17 a 12. A seleção mostrou entrosamento, mas pecou na defesa. Na disputa da Taça de Prata, as brasileiras superaram as compatriotas do SPAC, por 22 a 0.

"Estávamos com um grupo em desenvolvimento e o aprendizado certamente foi valoroso para todas, até para as quatro atletas mais experientes. Detalhes serão corrigidos", contou o treinador das meninas.

Brasileiros têm bom desempenho no Uruguai - Além do bronze da seleção feminina, pode-se dizer que o Brasil foi bem representado na tradicional competição sul-americana. Ainda torneio feminino, a equipe do SPAC terminou em quarto lugar, após derrota para a seleção brasileira (22 x 0) e para Argentina A (17 x 0), campeã do torneio. As equipes femininas do Charrua e São José também participaram da competição.

O Brasil ainda foi representado pelo São José Rugby, que levou três equipes da base (M-13, M-15 e M-17) e o combinado Pasteur/SPAC, campeão da Copa Michel Etlin na categoria M-15, para o festival juvenil de rugby XV que ocorre durante o torneio.

Os árbitros Xavier Rouga, Henrique Platais e Ricardo Sant’Anna também participaram representando as cores verde e amarela.

Confira a campanha brasileira no Valentin Martínez 2011:

Sexta-feira (11)
M13
Pasteur 8 x 5 British School
Pasteur 7 x 0 Liceo Francés
M14
São José 0 x 43 Lions
Old Resians 29 x 0 São José

Sábado (12)
M14
São José 0 x 14 Carrasco Polo
M15
Seminario 17 x 0 Pasteur
Los Cedros A 12 x 0 São José
Pasteur 0 x 5 La Tablada B
PSG 17 x 5 São José
M17
Pasteur/SPAC 7 x 25 IPR Sporting
São José 11 x 15 Monte Grande B
Pasteur/SPAC 14 x 0 Trébol
São José 10 x 7 CTM
MVCC 8 x 0 Pasteur/SPAC
São José 0 x 14 Carrasco Polo
Feminino
Seleção Brasileira 38 x 0 Uruguai B
Argentina Rojo 0 x 10 Charrua
Venezuela 29 x 7 São José
SPAC 57 x 0 Uruguai C
Seleção Brasileira 31 x 0 Charrua
Uruguai A 24 x 5 São José
SPAC 12 x 5 Chile

Domingo (13)
M15
Taça Bronze
Pasteur 0 x 14 Los Cedros B
São José 0 x 7 São José
M17
Taça Bronze
Pasteur/SPAC 7 x 0 São José
Pasteur/SPAC 14 x 24 Universidad San Juan
Feminino
Taça de Consolo
São José 10 x 5 Uruguai B
São José 0 x 27 Argentina Rojo
Taça Bronze
Charrua 12 x 17 Chile
Taça Ouro - Semifinais
SPAC 0 X 17 Argentina A
Uruguai A 7 x 0 Seleções Brasileira
Taça Prata - Final
SPAC 0 x 22 Seleção Brasileira

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A 1ª vez a gente nunca esquece. Nem a 2ª, 3ª, 4ª...


É complicado escrever sobre um evento tão cheio de significados (individuais e coletivos), capturar em um texto toda a magnitude e o tamanho dos sentimentos que passaram pela cabeça de todas as meninas que participaram da 18ª edição do Valentín Martínez, que aconteceu no Uruguai no último final de semana. É como caçar borboletas em campo aberto (depois que elas saíram do estômago de cada uma de nós).


A tabela final de classificação passa muito longe de mostrar os resultados mais significativos da experiência de estar lá: para a maioria de nós, o Valentín é uma oportunidade única de viver o rugby em sua plenitude. É um final de semana do ano em que você pode escancarar o seu orgulho de ser uma jogadora de rugby e assim ser compreendida, admirada e reconhecida por isso, de todos os lados. São dois dias inteiros para não se sentir uma outsider, para não ter que refutar os tabus de “rugby-é-um-esporte-violento-inapropriado-para-mulheres”, para não ser visto como alguém peculiar/alternativo por praticar esse esporte... – qual o nome mesmo? Rugball? Não é preciso falar espanhol para entender “rugby” e a receptividade sincera daquelas pessoas: nós, jogadores de rugby, somos sempre muito bem-vindos lá.
Há um ditado que diz que “home is where the heart is” (em tradução livre, algo como “o lar é onde o seu coração mora”), e o Valentín é um lugar para entender e sentir o significado disso na pele. Toda partida costuma ter, em todos os times, aquele prólogo emocionante em que lembramos umas às outras o quanto é importante e gratificante estar ali, e como a força do grupo reside não em cada uma das jogadoras, mas naquela coisa invisível entre as jogadoras que leva uma a estar lá com a outra, pela outra. Nos dois dias do torneio, era possível sentir essa tal coisa invisível não só entre as doze meninas que estavam na rodinha: dava pra sentir essa força vinda de todos os lados, de cada brasileira que estava no torneio, de cada uma das meninas que porventura não estava lá jogando com a camisa do seu clube mas que, ainda assim, estava lá pelo seu clube. O branco e azul do meu uniforme, do SPAC, era também amarelo e verde, e cinza e laranja. Olhamos umas para as outras, entre os times, e imediatamente e sem falar nada já havia uma identificação: todas sabíamos do tamanho do esforço que fizemos para estar ali (que foram de vaquinhas e rifas a piques e horas infinitas de academia) e o tamanho da felicidade de olhar ao redor e pensar ‘uau, nós conseguimos’.

Antes de toda primeira vez a gente sempre procura saber de quem já passou por aquilo ‘como-vai-ser-como-foi-sua-primeira-vez-e-se-tudo-der-errado’, num trôpego de palavras de quem na verdade mal sabe o que perguntar porque não sabe ao certo o que esperar. E se eu fiz perguntas vagas e imprecisas, as respostas foram ainda mais dispersas: tudo o que eu sabia com certeza antes de ir era da existência de um sorvete de doce de leite sensacional, de 12 campos onde rolaria rugby ininterruptamente por dois dias inteiros e de terceiros tempos memoráveis. Só lá eu fui entender que a imprecisão das respostas das minhas veteranas deu-se por um motivo simples: algumas coisas precisam ser vividas, não contadas.


Neste último Valentín, olhamos ao redor e vimos que as adversárias eram, em franca maioria, equipes que reuniam as melhores da Argentina, Chile e Uruguai, em formato de seleção. Deparar-se com esse cenário foi, sem dúvida, um lembrete do nível da competição. Foi um convite à ansiedade? Sim. Foi intimidador? Não. Olhava-se para o outro lado do campo e via-se a seleção de um país, portanto um adversário duro. Porém, ao olhar para o lado, para o seu lado do campo, viam-se ninguém mais ninguém menos do que as melhores pessoas para estar ali, aquelas em quem você mais confiaria para estar ao seu lado não só durante aqueles 14 minutos, mas por toda a vida. Olhava-se para fora do campo e viam-se camisas de muitas cores torcendo pela sua.
Essa foi a minha primeira vez, a minha primeira presença no Valentín, como descrever? Já não importa, porque essa foi a primeira vez de todas as meninas que estavam lá de certa forma. Como descrever o primeiro try feito pela seleção brasileira? A primeira vez que você viu as duas equipes pelas quais você treina se enfrentando dentro de campo? A primeira vez que você voltou para casa e seu bebê lhe esperava? A primeira vez que você chegou no aeroporto e a equipe que você treina lhe esperava? A única coisa que poderia descrever com propriedade é como foi sentir, pela primeira vez, que a lycra e a chuteira me cabiam melhor que as sapatilhas de meia ponta – que, ato falho, levei pra usar no hotel na falta do chinelo. E, por falar em ato falho e primeira vez: deixo para as novatas descobrirem por conta própria, em suas respectivas primeiras presenças no Valentín, a dor e a delícia de ser irrefutavelmente caloura de atletas tão sensacionais e experientes na arte do rugby (e do trote).

Talvez o big deal de participar com seu time de um torneio internacional seja a amplificação de muitos sentimentos que são cotidianos àquelas que, como eu, tem a oportunidade de fazer parte de uma segunda família que lhe aceita e ama como é. Ter dois dias para condensar os esforços, expectativas e preparo de muitos meses anaboliza a emoção de estar lá e, assim como segundas e terceiras luas de mel em um casamento, relembra o frio na barriga do início, traz de volta a sensação da primeira vez.
Essa talvez seja a grande chave da intensidade do Valentín: é o evento do ano em que tudo é vivido com a emoção e o frio na barriga de uma primeira vez, somado à gana e à fúria de quem dá tanto de si dentro de campo que é como se aquela fosse ser a última vez.


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9 de nov de 2011

Amistoso: Dourados Rugby x Campo Grande Rugby

Neste sábado (12/11), Dourados vai receber jogos amistosos de uma modalidade diferente no esporte pouco conhecido em nossa região, o Rugby. A equipe douradense recebe 2 times do Centro-Oeste: o Cuiabá Rugby e o Campo Grande Rugby. Os jogos serão realizados no Estádio Douradão no período vespertino com entrada franca.

A abertura do evento acontecerá às 15 horas com o amistoso das meninas do Dourados Rugby contra a equipe feminina do Campo Grande Rugby. Já os meninos do Dourados Rugby enfrentam o Cuiabá Rugby às 16 horas.

"O objetivo principal é analisar os setores da equipe e ver como os jogadores e jogadoras irão se comportar. Isso também vai servir como experiência para muitos que ainda não tiveram a oportunidade de jogar", explicou Silvio Henrique Coalho, jogador da casa e um dos responsáveis pela organização da partida.

Vale lembrar que o Dourados Rugby surgiu de um grupo de amigos que se uniu com o intuito de praticar este esporte tão difundido em outras regiões e que vem caindo cada vez mais no gosto dos jovens brasileiros. O elenco masculino já teve uma formação em 2007, mas voltou com nova formação e estruturação em fevereiro deste ano,já o feminino teve seu início no 2º semestre de 2011. Atualmente contando com 20 jogadores e 12 jogadoras, sendo em suma universitários da região, é acompanhada pelos ex-jogadores Guilherme Brunini Sbardelini e Wagner Camargo, que se desdobram entre suas ocupações  de médico e fisioterapeuta respectivamente,auxiliando nos treinos aos finais de semana.

Se interessou?Está na região ou deseja conhecer a equipe?
Dourados Rugby tem seus treinos:
1) Masculino: Quinta-feira as 19:30h no Campo atrás do shopping e aos sábados e domingo as 16h no Campo Ubiratã ou Ceper 3º Plano. Capitão: Eduardo Bezerra.
2)Feminino: Aos sábados e domingos às 15h no Campo Ubiratã ou Ceper 3º Plano.Capitã: Larissa Marques Brandão.
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Twitter: @DouradosRugby
Site em Construção:http://www.rugbydourados.com.br/



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Equipes femininas no Nordeste 7's 2011

Nesse final de semana, Pernambuco receberá mais um Nordeste Sevens, o mais tradicional campeonato de 7's da região.


Essa edição vem com uma boa notícia para o rugby feminino do NE: sete equipes estão confirmadas, número animador, pois o Circuito Feminino do NE deste ano terminou apenas com a participação de 2 equipes, o Recife Rugby Club e o Cães da Areia, de AL.

As equipes confirmadas são:

Iracemas Rugby (CE)
Camaragibe Rugby (PE)
IFPE Sertão (PE)
Recife Rugby Club (PE)
UFPE Rugby (PE)
Potiguar Rugby (RN)
Albÿnas/UFPI Rugby (PI)

Os jogos serão transmitidos ao vivo no site do evento: www.ne7rugby.com.br

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8 de nov de 2011

Vamos tacklear tabus

O rugby tem sido cada vez mais divulgado em terras brasileiras, mas às vezes de forma errada. Vimos pela Record alguns comentários nada construtivos para uma boa imagem do esporte, pelo contrário, estes apenas colaboravam para o pensamento leigo de que o rugby é um esporte violento.
Para o rugby em geral, é horrível que haja esse tipo de divulgação. Mas sem dúvida, isso é fatal para a modalidade feminina. Vocês podem imaginar o quanto perdemos de novas jogadoras em potencial com a transmissão errônea do Pan 2011?
Sim, o nosso esporte é de maior contato comparado a alguns outros mais femininos como volei ou balé, mas não se torna violento por isso. Vemos dentro do campo a feminilidade, a delicadeza e a técnica desenvolvida pelas jogadoras. Obviamente, como todo esporte, ocorrem uns hematomas, às vezes algo como fraturas, mas para isso acontecer, basta estar vivo. Podemos quebrar nosso dedo mindinho do pé na quina do móvel, ou deslocar a clavícula ao torcer o pé no salto alto e cair de mau jeito. Viver é perigoso e, como rugby é um esporte, exige vida e nada mais normal que acontecer alguns acidentes por descuido. Somos humanos e quaisquer coisas que nos propusermos a fazer, iremos ter que enfrentar situações como essas. Ou vocês acham que viver não é perigoso e que as bailarinas fofinhas não sofrem machucados?
Rugby é um esporte lindo, que nos dá doses cavalares de saúde, felicidade, amizade, bem-estar, corpo torneado, disposição e outros milhões de benefícios. Por isso, sempre que alguém de fora for conhecer um rugbier, vai ter que aguentar ele/ela falar sempre dos treinos, dos terceiros tempos, da sua nova família. Quem joga, tem orgulho e, principalmente, amor pelo seu time e sua rotina de treinos.
O mais difícil do rugby nem é lidar com essas situações "perigosas" (e raras, diga-se de passagem), mas sim desenvolver a disciplina que o esporte requer. Treinos pesados, academia para fortalecer os músculos, aulas teóricas, aprender o maldito spin depois de tentar muito, etc. Tem que ter persistência e aceitar quebrar tabus como é o de praticar um esporte de contato. Por isso, algumas pessoas que começam e não continuam no rugby culpam a dor muscular inicial e o hematoma minúsculo na coxa. Balela!
Assim, podemos dizer que o rugby é esporte para mulher, mas nem tanto. Tem que ter sangue no olho! Sem descer do salto, claro.

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7 de nov de 2011

Valentin Martinez: Brasil vence a Taça de Prata

Partida decisiva foi o inusitado confronto com o SPAC Girls

Por Rodrigo Figliolini (rodrigo.figliolini@rugbyspirit.com.br)

A Seleção Feminina de Sevens venceu a Taça de Prata do torneio Valentin Martinez, disputado em Montevidéu (URU) neste final de semana. A equipe brasileira disputou quatro partidas, venceu três e perdeu uma.
No primeiro dia, vitórias sobre o Uruguai B por 38 x 0, e Charrua por 31 x 0. No segundo dia, o Brasil disputou a semi-final da Taça de Ouro contra o Uruguai A, mas acabou perdendo por 7 x 0. Na decisão da Taça de Prata, a Seleção decidiu contra o SPAC Girls, e venceu por 22 x 0.
O Brasil também foi bem representado pelas equipes Pasteur e São José, além de SPAC e Charrua. Todos com boas campanhas nas categorias M13, M14, M15, M17 e Feminino.
O Carrasco Polo Club recebeu as partidas válidas pelo XVIII Valentin Martinez e, paralelamente, pelo VI Troféu Maria Noel Quintana, um tradicional torneio internacional de Hóquei sobre Grama. Assim como o Rugby, a modalidade possui grande popularidade e expressão no Uruguai e na Argentina, e está em crescimento no Brasil.

Confira o histórico e dados da competição no site www.valentinmartinez.com/ A página está em Espanhol.

 Fonte: Rugby Spirit

Duas colaboradoras do RdC estavam no torneio e essa semana vão contar detalhes do final de semana no Uruguai.


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4 de nov de 2011

5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba

Meninos e meninas de quatro escolas municipais disputarão, no sábado (5/11), a partir das 9h, no Campus do Paraná Esporte (Sede do Curitiba Rugby) o 5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba. O Torneio faz parte do projeto que deseja incluir o Rugby nas escolas municipais, e é desenvolvido graças a uma parceria entre o Curitiba Rugby Clube e a Secretaria Municipal da Educação.

Alunos de 5º a 8º série, treinam no Curitiba Rugby Clube, uma vez por semana, durante duas horas, sob a orientação dos atletas profissionais do clube. A Prefeitura fornece o transporte para o deslocamento dos estudantes, acompanhados por um profissional da escola. O esporte é praticado desde 2009 nas escolas municipais e envolve aproximadamente 200 estudantes.

Atualmente, 24 ex-participantes do projeto fazem parte das categorias de baseFeminino e Masculino (Menores de 17 anos) do Curitiba Rugby Clube.
O clube criou o programa Rugby Para Sempre (RPS) e conta com a participação de veteranos, que ajudam a custear as despesas dos novos talentos oriundos do projeto e que já concluíram o ensino fundamental

5º Torneio de Rugby Interescolares de Curitiba Data: sábado (5)
Local: Campus do Paraná Esporte - Sede do Curitiba Rugby (rua Pastor Manoel Virgilio de Souza, 1020, Capão da Imbuia)
Horário: das 9h às 12h

Informações da Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


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3 de nov de 2011

Seleção Feminina de Sevens embarca para torneio no Uruguai

Brasil será representado ainda por mais sete equipes no tradicional torneio Valentin Martínez

São Paulo (SP) - A seleção brasileira feminina de rugby sevens embarca nesta quinta-feira (3) para disputar o tradicional Torneio Valentin Martínez, que será realizado entre os dias 4 e 6, no clube Carrasco Polo, em Montevidéu (Uruguai). A equipe nacional, que ainda não levantou a taça desse torneio, promete competir para ganhar.

"Apesar de ser um grupo novo, temos quatro atletas da seleção principal, o que dá um pouco de experiência à equipe. Fisicamente elas estão bem fortes e pelo trabalho que fizemos nessa temporada acredito que a vitória esteja bem próxima", contou José Eduardo, treinador das meninas.

Participam do torneio feminino, além da seleção Brasileira, as seleções A e B da Argentina, a seleção do Chile, as equipes do SPAC, Charrua e São José, do Brasil, três equipes uruguaias e as Valentinas, um combinado internacional com jogadoras dos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Venezuela.

O campeonato também é considerado o maior festival de rugby juvenil da América do Sul, contemplando as categorias M-9, M11, M-13, M-14, M-15, M-17 e M-19, todas disputadas na modalidade rugby XV. O São José Rugby está levando três equipes da base (M-13, M-15 e M-17) e o combinado Pasteur/SPAC, campeão da Copa Michel Etlin na categoria M-15 também representará o Brasil no torneio.

Confira a lista das convocadas da Seleção Brasileira Feminina:
Angélica Gevaerd (SPAC)
Ayna Christovam (SPAC)
Barbara Santiago (Niterói RFC)
Bruna Lotufo (Bandeirantes RC)
Carla Neme Barbosa (Charrua RC)
Juliana Esteves Santos (Bandeirantes RC)
Karina Godoi (São José RC)
Maira Bravo Behrendt (SPAC)
Paula Ishibashi (SPAC)
Thamara Rangel Gomes (Vitória RC)
Vanessa Gardelim (São José RC)
Viviane Trindade (Niterói RFC)

Comissão técnica: José Eduardo Moraes (técnico), Leonardo Kenji Hirao (médico), Mariana de Freitas Corrêa (picóloga) e João Miguel Nogueira (coordenador)

Mais informações no site www.brasilrugby.com.br

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2 de nov de 2011

Promotion du Rugby Féminin

"É aquela coisa: mulher que joga um esporte de contato, ou “de homem” é taxada como Maria João. Ou seja: é mulher, mas se veste como homem."

Foi vivenciando esses comentários e querendo mudar este quadro, que um grupo francês (formado por jogadoras, técnicas, cabelereira, maquiadora, professora de dança e yoga) criou o PROMOTION DU RUGBY FÉMININ (“promovendo o Rugby feminino”). Na verdade é uma agência de comunicação especializada na criação e organização de eventos esportivos, a fim de aumentar a popularidade do rugby feminino na França e mudar essa ideia de que o Rugby é um esporte masculino. A “cabeça” desta agência é Stéphanie Madaule, que desenvolve seus projetos baseando-se nas jogadoras e técnicas, e na determinação de cada uma em querer promover o rugby feminino em todo território francês.

O Promotion du Rugby Féminin, além de promover eventos esportivos, também cria roupas, cosméticos, adesivos, calendários, promoções entre outras coisas para arrecadar fundos aos clubes não patrocinados. E ainda de quebra, mostra o lado feminino de toda mulher: como sua formação é composta por cabelereira especializada, maquiadora e professora de dança, o PRF também oferece cursos de beleza, dança e yoga, tudo para as jogadoras entrarem (e saírem de campo, se for possível) lindas e belas!



O símbolo da agência são duas bolas rosas de rugby, que se fundem, formando uma única entidade ... É o rugby e as emoções que ele traz. O logotipo é uma forma de reunir o maior número de pessoas sob a bandeira do rugby feminino. A PRF, através de suas ações perpetuam os valores tradicionais do rugby: respeito, solidariedade, compromisso.

Ah, quem não é do PRF também pode ajudar, revendendo seus produtos. Tudo em nome do Rugby!

Mais informações, no site: http://www.promotionrugbyfeminin.com/ (logicamente está em francês, mas dá pra ter uma noção do objetivo da agência).

Texto: Mahyara do Nascimento, jogadora do Recife Rugby Club

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1 de nov de 2011

Últimos dias para inscrição do Lions 2011

LIONS RUGBY 7S 

ÚLTIMOS DIAS PARA CONFIRMAR PRESENÇA NO LIONS

As equipes que jogaram o LIONS RUGBY 7s 2010, têm até o dia 04 de novembro para confirmar sua inscrição na edição 2011. Após esta data não haverá mais prioridade de inscrição para estas equipes e os clubes que estão na lista de espera poderão realizar suas inscrições.
Para informações escreva para lions@spacrugby.com.br  
Atenciosamente,
LIONS RUGBY 7s 2011


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Calcinhas verdes e amarelas


Tempos de jogos panamericanos trouxeram pro nosso dia-a-dia e pra página inicial dos portais de notícias um tsunami de imagens em verde e amarelo e chamadas do tipo "Conheça X, a grande aposta do Brasil na modalidade Y". Apesar de infelizmente ainda não termos contado com rugby feminino na última edição dos jogos panamericanos, estamos também a apenas uma semana de um outro torneio internacional sulamericano em que o Brasil estará fortemente representado não somente por clubes, mas também por sua seleção: o Valentín Martínez, que acontecerá no final de semana dos dias 5 e 6 de novembro, no Uruguai. Divulgamos aqui no blog semana passada a lista das 12 convocadas pela seleção, composta por alguns nomes já bem conhecidos e outros não muito conhecidos, mas de igual valor. E se nós, como brasileiras, temos comemorado as medalhas das nossas meninas do vôlei, handball, nado sincronizado (?) e afins, o mínimo que podemos fazer enquanto rugbiers brasileiras é saber quem, afinal, nos representará no Valentín.
Estas meninas não são apenas as "doze melhores" entre todas as praticantes de um esporte no país, muito menos uma imagem blurry em verde e amarelo de um grupo unido por um mesmo objetivo: estas são as meninas que, todos os dias, orientam escolhas em nome de um sonho que não é individual delas, e que também não se restringe ao clube a que cada uma pertence. Estas são as meninas que trocam todos os dias o pãozinho na chapa de manhã por um café da manhã de whey protein. Estas são as meninas que vem, há meses, trocando as baladas de sexta e sábado por dormir cedo pra poder render melhor na academia no dia seguinte. Estas são as meninas que, no mínimo um final de semana por mês, deixam de lado tudo que é querido para a grande maioria de nós (família, filhos, namorado(a), amigos de fora) para ficarem 100% focadas na catarse de atividades que são os treinos da seleção. Cada uma destas meninas certamente merece a "amarelinha" (como disse a Julia Sardá em uma conversa que contarei no blog em um outro momento) mesmo que seja só por ter aprendido e entendido que fazer parte da tal "seleção" é, antes de ser uma escolha do treinador ou da comissão técnica, resultado das pequenas (grandes) escolhas feitas por cada uma delas todos os dias. Por essas e tantas outras razões que não caberiam em um post, vale a tentativa de trazer pro Rugby de Calcinha um pouco de cada uma dessas meninas que tem em comum conosco muito mais do que a coincidência de terem nascido no mesmo país. Não dá pra garantir que todas elas vão conseguir tirar um tempinho da agenda de piques + academia + treinos + concentração pra responder às perguntas, mas vale a tentativa! E, pelo menos uma vez, não vão precisar responder àquelas perguntas do tipo "o-seu-namorado-não-liga-pros-seus-hematomas?".

Começando pela Paulinha, que já é figurinha conhecida aqui no blog e já deu entrevista em outras ocasiões, e dessa vez vai jogar pela seleção com a responsa de ser capitã. Se quiser saber mais sobre ela, curta a página de atleta dela no Facebook (
https://www.facebook.com/pages/Paula-Ishibashi/218507024879093) ou siga @p_ishibashi.

RdC: Paulinha, diante do seu extenso histórico de participação nas conquistas da seleção é evidente que foi criado um vínculo muito forte entre você e as meninas que são desse grupo desde o início. Para o Valentin agora vão muitas meninas que estão sendo convocadas pela primeira vez, e você será capitã. Como é para você essa experiência de jogar ao lado dessas meninas que são ótimas promessas para o futuro, essa “nova geração” da seleção, contrapondo com as tantas vezes em que você jogou ao lado de rostos já bem conhecidos?
P: É uma grande responsabilidade, mas antes de tudo, um grande prazer. É um grupo muito dedicado e comprometido, então, fica fácil cumprir minha parte com elas. Todas fazem parte do trabalho que temos feito durante esses anos, na parte da preparação física, técnica, psicológica. Umas com mais "bagagem" outras mais novas, porém, todas com o mesmo foco e sentimento de união entre o grupo. Essa experiência de liderar um grupo renovado, só tem a acrescentar a minha vida no rugby e na vida pessoal também. Estamos confiantes e felizes por todas as oportunidades que tem surgido ao rugby feminino brasileiro, e o Valentin Martinez é só o começo.
RdC: O rugby tem crescido a passos largos no país e o próprio grupo de alto rendimento veio passando por mudanças profundas nos últimos tempos que vem exigindo uma mudança de postura por parte de todas as integrantes, uma “transformação” de jogadoras em atletas que provoca uma série de mudanças em estilo de vida, peso da dedicação de cada uma etc. Essa “vida de atleta” sempre foi natural pra vc? Ou, se não foi, qual foi aquele momento em que você parou e pensou “puts, é isso que eu quero pra mim”?
P: A mudança foi acontecendo a medida que só a força de vontade já não era o suficiente. Era necessário abrir mão de eventos, família, namorado, amigos porque o volume de treinos aumentou e o nível de competição também. Jogar grandes competições com seleções super famosas. Era tudo o que eu e muitas outras sonhavam, então, porque não viver esse sonho de forma real? Para isso, foi necessário trabalhar muito a parte mental, porque o comprometimento envolve perfil de atleta, e ser atleta não é tão simples. Acredito que ainda não temos um perfil de atleta, assim como as modalidades da natação, vôlei, ginástica olímpica, porque as horas de dedicação aos treinos deles, é bem mais intensa e diferente da nossa. Ainda assim, muita coisa mudou e é visível que muitas meninas mudaram seus hábitos e iniciaram um processo de comprometimento muito maior, pois os níveis de competição lá fora, exigem bastante e sabemos que o Brasil tem potencial para isso, portanto, não existe uma receita do sucesso e sim muita dedicação dentro e fora de campo em tudo que envolva perfil de atleta, seja nos treinos/competições/jogos ou no perfil social.
RdC: Independente de exercer a função de capitã agora dentro desse grupo de convocadas para o Valentin, você sempre foi uma atleta referência para todas as meninas que jogam ao seu lado. Eu, particularmente, tenho o privilégio de estar com você em treinos do SPAC e é curioso observar que você parece não cansar nunca (risos). No entanto, todas temos altos e baixos, momentos de desânimo e aqueles momentos em que parece que não dá mais, que chegamos no limite (quando você dá aqueles piques crazy ou está naquele último fôlego dentro de campo). Nessas horas, o que te vem à cabeça e te mantem em pé, qual o pensamento que te dá aquela força pra não desistir, pra continuar além do que vc imaginou que fosse seu limite?
P: O que me dá forças, é ver que outra menina do time também está dando o máximo dela e que embora uma esteja "morta" a outra está sempre zelando pelo sucesso da equipe, e vai dar o máximo dela também, quando vc não estiver mais aguentando. A força vem em várias formas. É olhar no olho da amiga de time, e ver o quanto ela acredita em você, olhar para o banco de reservas e ver que tem gente não se aguentando de vontade de entrar em campo, lembranças que vêm a cabeça como se fosse um filme em retrospectiva, que passa rapidamente na sua cabeça, como se fosse a seleção dos momentos vividos no rugby que te levaram até aquele momento. São esses detalhes que fazem toda a diferença, com certeza. Todo time passa por dificuldades, altos e baixos, vitórias e derrotas. Isso tudo se transforma em força que vem da mente, e essa, ninguém consegue combater. Como costumamos dizer: Eu amo Rugby!rs...isso explica melhor que tudo!
RdC: Você já jogou o torneio diversas vezes, pelo SPAC. Como você descreveria a diferença entre a paixão de jogar pelo seu clube e de jogar pela seleção representando o Brasil?
P: O frio na barriga que sinto jogando pelo SPAC é diferente quando jogo pela seleção. Ainda que a seleção represente o ponto máximo de um atleta, jogar pelo clube é algo que mexe com a sentimento de forma incrível. Sinto que fico muito mais ansiosa quando jogo pelo meu clube. A ansiedade que sinto quando jogo pela seleção, é outra. Não sei explicar, mas são diferentes, embora muitos sentimentos são bem parecidos como o orgulho de vestir a camisa, a garra, a emoção de entrar em campo, etc. Ainda assim, é diferente!!!rsrs...A seleção é uma família nova, porém, muito unida também. Passa pelas situações vividas assim como nos clubes, tudo é vivido intensamente, porque são só aqueles dias, semanas. São lembranças que ficam para a vida inteira, com certeza. O clube é nossa casa, onde convivemos durante o ano todo, é a nossa família com quem discutimos, choramos, damos risadas...é onde tudo dá errado num dia e no outro tudo dá certo!Não sei explicar, mas ainda que sejam sentimentos diferentes, o amor é incondicional.
RdC: E já que falei dessa “abstração”, bom... você esteve em todas as conquistas de sulamericano da seleção, já rodou o mundo jogando, foi campeã brasileira pelo SPAC diversas vezes, eleita melhor jogadora outras tantas vezes... e agora? Qual o próximo sonho seu, individual, no rugby? E qual o sonho PARA o rugby?
P: Meu objetivo é seguir jogando rugby enquanto meu estilo de vida permitir. Hoje eu só estudo e jogo rugby, larguei o trabalho para me dedicar mais ao esporte, porém, estudo a noite o que limitou bastante meus treinos durante a semana com o clube. Mas ao mesmo tempo, descobri que podia ser uma pessoa mais comprometida com a academia, por exemplo, coisa que eu era pouco dedicada, até porque malhar não é uma atividade que eu amo de paixão...rs, mas de ajudou a superar limites que eu achava que já tinham chegado ao fim. Quero fazer parte da seleção enquanto meu perfil for adequado á equipe, e quero servir ao meu clube enquanto meus ossos aguentarem!rs...vou viver rugby mesmo que não seja jogando dentro de campo, porque essa paixão já está fincada no peito e não tem mais como fugir. Não vou dizer aqui, que me vejo lá nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, mas quero muito que até lá eu esteja dentro do perfil adequado para servir a seleção em 100% do meu potencial, porque se não for á 100% creio que não ficaria satisfeita comigo mesma. Portanto, meu objetivo por enquanto, é tudo o que vier pela frente!rs...aproveitar ao máximo, sempre.

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