29 de set de 2010

Encontro M17 no SPAC

Neste sábado dia 25 aconteceu um emocionante encontro das categorias M17 no SPAC. A equipe do Bandeirantes esteve presente com as jogadoras treinadas por Bia Menini e foram recepcionadas pelas meninas do SPAC em um tarde de muito rugby. As atividades iniciaram com um treino seguido de um Touch e finalizando com uma partida entre SPAC x BAND M17 Feminino.




Além do feminino, aconteceu a partida entre os meninos do BAND x SPAC, também M17.

Parabéns a todos pela iniciativa em incentivar as categorias de base.











Fotos: www.rugbyspirit.com.br

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28 de set de 2010

Resultados da III Etapa do Campeonato Gaúcho de Rugby 2010 - Feminino


A Equipe do Antiqua recebeu a III Etapa do Campeonato Gaúcho de Rugby 2010 - Feminino, que aconteceu nesse sábado em Pelotas.

Participaram as equipes do Charrua, Atlântico Sul, San Diego, Antiqua e Farrapos.

O Charrua venceu a 3ª etapa e precisa apenas do 5º lugar na última etapa, que acontecerá no dia 25 de outubro em Bento Gonçalves, para se tornar o 1ª Campeão do Campeonato Gaúcho de Rugby Feminino.

Classificação Final:

Para conferir o resultado completo clique aqui: Resultados




Resultados enviados por Rodrigo Hleveina dos Reis, Diretor Administrativo da Federação Gaúcha de Rugby www.fgrugby.com.br

As fotos são do blog De Ingoal a Ingoal
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26 de set de 2010

Raça Rugby Ribeirão Feminino na TV


Reportagem feita pela EPTV com as meninas do Raça Rugby Ribeirão. A equipe é recente, foi formada no dia 5 de Abril deste ano, e é treinada por jogadores do time masculino, que existe desde 1992. As pioneiras foram: Amanda, ex jogadora do Recife Rugby Club, Ana Carolina, Marcela e Thauana. Mais informações no site: www.racarugbyribeirao.com.br

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25 de set de 2010

Prática do Rugby aproxima mãe e filha

Elo entre as atletas do time feminino de Jacareí se fortaleceu fora e dentro de campo

Prova de que o rugby é um esporte democrático são as atletas Stephane Santana, 16 anos, e Flavia dos Santos, 37 anos. Mãe e filha, parceiras de time em Jacareí, praticam o rugby há aproximadamente seis meses e garantem que a relação fora de campo está muito melhor do que antes.

Foi através de uma conversa com amigos de escola que a jovem Stephane, atleta do time feminino de rugby de Jacareí, conheceu o esporte. A estudante praticava handball na escola e por intermédio de alguns colegas que praticavam rúgbi, Stephane começou a se envolver no esporte. “Descobri que o rúgbi é um esporte que não tem biotipo físico, muito menos idade máxima para começar a praticar”, conta atleta.

Flávia, que levava a filha aos jogos de handball, passou a levá-la nos jogos de rúgbi. “De repente, vi que estava inserida no time e comecei a praticar. O mais legal de tudo isso é que estava jogando lado a lado a minha filha.” A jovem mãe ainda conta que as duas começaram a passar mais tempo juntas por conta do esporte. “As pessoas acham estranho que eu deixe minha filha jogar rúgbi, e inclusive que eu jogue, porque consideram o esporte violento. O que elas não entendem é que, em esportes coletivos, o contato físico é inevitável. E é só com muito treinamento que conseguiremos ter técnica e inteligência para evitar lesões e machucados durante o jogo”.

O que para muitas pessoas pode ser dureza, uma rotina de treinos e exercícios físicos, para mãe e filha é, literalmente, um momento de superação, companheirismo e proximidade. “Eu e minha filha reforçamos os valores como respeito, amizade, educação alimentar depois da prática do rugby. Me sinto muito mais próxima da minha filha quando estamos juntas em campo. É muito bom poder acompanhar o desenvolvimento dela e ver o quanto ela se dedica e se interessa em aprender cada vez mais. É uma energia inexplicável”, conta Flavia.

A adolescente está feliz que a mãe a acompanha e apóia a atleta no esporte. “Dento de campo a gente esquece tudo. Nosso foco é o que acontece em campo, longe dos problemas de casa. Às vezes conversamos como duas amigas mesmo”. Para a promissora atleta, o rúgbi representa um dos melhores esportes que ela já conheceu, “Todo mundo é amigo, o juiz é tratado com respeito no gramado, os jogadores se respeitam”.

O sonho de Stephane é poder fazer parte da seleção brasileira de rúgbi feminino. “Minha ideia e evoluir no esporte, ajudar no desenvolvimento do meu time e, um dia, representar o meu pais”.

by: GJ Bee
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24 de set de 2010

PAULISTA’S SEVENS CHAMPIONSHIP – VINHEDO STAGE

The second stage of the Paulista Sevens Circuit took place this past weekend (Sep. 18th and 19th) at the city of Vinhedo, with 12 Men’s teams and 5 Women’s teams.

Leia em Português.

The Women’s tournament had matches between new squads and the already tradional rugby clubs, but the stage’s final match was the anticipated clash between SPAC and BAND. SPAC stepped into the turf with a mixed team, with veteran players supporting the new-comers from outside the four lines. BAND, on the other hand, even with many injured players, came with its full solid squad.

BAND was in control for the best part of the match and very offensive, but SPAC managed to maintain the score tied in the first half. The second half saw SPAC’s squad very tired, and unable to hold BAND’s pressure: the first try came from Ju (Xoxinha), followed by the second from Bia, rounding up the score to 10x0 and crowning BAND this stage’s champions.

Tornado’s girls once again took the third spot, showing their constant improvement and positioning the team as a new promise in the Women’s scene. In the Jacareí squad, the highlight was the presence of mother and daughter playing side bu side, with two generations contributing for Women’s rugby growth in Brazil.

The young EACH squad, in their first tournament outside the college circuit, had a solid run. Coached by BAND’s Sté, the team had a balanced defense and promising players.

At the Men’s tournament, Pausteur took home the gold beating Ilha Bela, followed by Rio Branco in third. Once again, BAND was bravely represented by the M19 boys, placing in the second to last spot, but showing a lot of heart, even winning a match with only 5 players.


 Special thanks to Leandro Kaiser.
  By Maraisa barazoli.
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22 de set de 2010

Canal RDC


E foi um sucesso total o bate-papo com Rouget Maia e Maurício Migliano na inauguração do CANAL RUGBY DE CALCINHA. Gostaríamos de agradecer primeiramente ao Rouget e Mille por terem nos dado um pouco de suas vivencias e conhecimentos sobre o mund do rugby feminino e em segundo a todos que participaram (Maíra, Tayany, Karlla, Teresa, Rui e outros) ao vivo mandando perguntas ou as perguntas que foram mandadas ao nosso RDCmail. 

Bem galera esse foi apenas o início de diversas conversas e discussões sobre o mundo do nosso amado esporte e claro aos assuntos que vocês também pedem para serem discutidos. Logo mais estaremos colocando aqui no blog a programação do nosso canal e por favor enviem para nós o que vocês gostariam de ver, sugestões, reclamações (hehe) e etc., no CanalRDC através do nosso RDCmail

Bjokas a todos!


by.: AnnaJô
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21 de set de 2010

Campeonato Paulista de Sevens - Etapa Vinhedo

No último fim de semana (18 e 19 de setembro) aconteceu a II Etapa do Circuito Paulista de Sevens na cidade de Vinhedo, com a participação de 12 equipes masculinas e 5 femininas.

Read in English. 

O feminino contou jogos entre equipes novas e outras ja tradicionais do rugby e não fugiu da esperada decisão da etapa entre SPAC e BAND. O SPAC entrou em campo com um time diferenciado, onde as mais experientes compacerecem fora das 4 linhas pra dar apoio ao time, já o BAND apesar de muitas lesionadas, entrou em campo com um time sólido. 

O BAND dominou a maior parte do jogo atancando muito o SPAC que conseguiu segurar o placar em 0 x 0 no primeiro tempo.  No segundo tempo, as meninas do SPAC mais cansadas não conseguiram segurar a pressão do BAND que marcou o primeiro Try com Ju (Xoxinha) e em seguida fechou o placar em 10x0 com a Bia,  tornando-se a equipe campeã.

As meninas do Tornados conquistaram novamente a terceira colocação do torneio e a cada jogo vêm se consolidando e em breve teremos mais uma potência no rugby feminino. No time do Jacareí destaque para Mãe e filha jogando lado a lado, duas gerações em campo contribuindo para o crescimento do rugby feminino no Brasil.

A jovem equipe da EACH, em seu primeiro torneio fora do universitário, se comportou muito bem. Treinadas pela Sté do Band, a equipe tinha uma defesa bem organizada e jogadoras promissoras.

No Masculino, o título ficou com o Pasteur que venceu a equipe de Ilhabela seguidos pela equipe do Rio Branco. O Band bravamente representado pelos meninos do M19 ficou apenas na penúltima posição, mas defenderam a camisa com muita garra vencendo um jogo com apenas 5 jogadores.



Agradecemos a Maraisa Barazoli pela sua grande estréia no Rugby de Calcinha como nossa colaboradora e parabéns pelo importante momento... em breve o texto em inglês e também mais fotos da etapa.

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19 de set de 2010

Canal Rugby de Calcinha


 
E é AMANHÃÃÃÃÃÃÃ isso mesmo, amanhã acontecerá a inauguração do canal mais sexy, divertido, interessante, informativo e super-hiper-ultra-mega-power importante para todos os amigos e amigas rugbistas e fãs do esporte que acompanham este blog... tcham, tcham, tcham, tcham... A inauguração de CANAL RUGBY DE CALCINHA (Uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!) com as ilustres presenças de ninguém mais ninguém menos que ROUGET MAIA e MAURÍCIO MIGLIANO (gente desculpa, mas eu admiro essas duas feras! *-*).

É isso aiii... E pra quem não sabe ou nunca ouviu falar nada sobre eles eu informo algo pra vocês conhecerem um pouco mais desses dois ícones do rugby brasileiro: Bom o Rouget Maia é blogueiro da ESPN.BR e ex-jogador da seleção brasileira, e,  Maurício Migliano é Coach da seleção brasileira de rugby e educador da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

E mais uma surpresinha pra quem vai participar do bate-papo... o Louie Louie Bar irá premiar (3 baldes de cerveja [sendo que 1 é do RDC que irá se encontrar em Dezembro em SP] e 5 Pints de Guinness) os que responderem primeiro algumas perguntinhas que serão lançadas por nós no decorrer do bate-papo. Serão 7 perguntinhas sobre o tema do bate papo: Rugby.

Então não marquem nada entre as 19h 30min e 20h 30min por que este é um momento importantíssimo para o nosso blog e a presença de todos vocês é crucial. E pra quem perder devido algum imprevisto, não se preocupe porque ficará disponível para depois vocês assistirem quantas vezes quiserem.

Mandem suas perguntas e curiosidades para o nosso RDCmail.


Bjokas pessoal e até amanhã!


OBS.: As perguntas são válidas para o pessoal de São Paulo e de outros estados que estarão na cidade até o mês de dezembro.

by.: AnnaJô
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18 de set de 2010

Inaugurando a Sessão os Gatos do Rugby no Brasil - Manel Argentino


Meninas do Brasil, não fiquem tristes não nos esquecemos da promoção o gato do Super 8 que havíamos prometido desde o começo do campeonato, estamos só aguardando nosso parceiro de promoções nos dizer qual será a premiação. Se vocês souberem de alguém que possa entrar conosco nesta promoção nos avise que a gente irá entrar em contato... mas voltando ao que interessa, fizemos uma reunião Rugby de Calcinha e decidimos que a promoção Gato do Super 8 será expandida pois em outras regiões do Brasil também tem muita gente bonita e no Nordeste não poderia ser diferente...o Rugby tem esta qualidade de aproximar pessoas bonitas e cheias de boas qualidades.

O Time do Rugby Potiguar foi apontado como o com uma das melhores "safras" entre os nordestinos, já saiu inclusive uma proposta "utópica" diga-se de passagem para um calendário Potiguar... mas os meninos  delá são muito sérios então a proposta vai ficar mesmo só na vontade. Dentre os nomes mais votados entre todas as especialistas do assunto um nome... Manuel Bouzas.. ou Manél Argentino responsável pelo Blog Rugby Coach que sem dúvida deixa suspiros por onde passa.

Conseguimos que ele deixasse a vergonha de lado e falasse um pouco pro Rugby de Calcinha. Já adianto que o Manel não é só bonito... é um verdadeiro gentleman e tem uma postura diante dos amigos e da família do que se espera de um verdadeiro jogador de Rugby. Não se apaixonem meninas, pelo menos não todas ao mesmo tempo!



Nome (apelido): Manuel Bouzas (Manel Argentino)
Idade: 23
País de origem: Argentina
Posiçao no Rugby: 2da ou 3ra linha
Há quanto tempo treina rugby?: 6 anos
Sabe cozinhar? Que prato? Mais ou menos. Um prato.......frango na CHAPA
Melhores qualidades: Sincero, bom companheiro
Piores Defeitos: Esquentado
Por que treina Rugby?
Além de ser um bom esporte, as amizades e os valores que você cria nele são incomparáveis.  
Quais times participou? San Ignacio Rugby (Mar del Plata- Argentina), Potiguar Rugby Clube (Natal- RN)
Como se sente em ser considerado um dos jogadores mais bonitos do Nordeste? Surpreso. 
O que você acha das meninas que jogam Rugby, afinal no seu país há uma discriminação maior do que no Brasil em relação as jogadoras de Rugby?
  Quando eu cheguei fiquei "chocado" com a popularidade do esporte entre as meninas, já que antes de eu vir pro Brasil, não sabia que existia rugby aqui, muito menos  feminino, mas achei massa que as mulheres  joguem.
Você está solteiro? Sim (OPAAAAAAAAAA)
Cor de short de rugby preferido? Preto
Torce pra qual time (além de "Los Pumas" é claro)? San Ignacio (Argentina), Stade Frances (França)

Nós do Rugby de Calcinha esperamos que tenham gostado desta matéria e gostaríamos de saber se vocês gostaram desta Sessão e é claro se aprovam o Manel no nosso futuro concurso pela disputa do título o mais gato do Rugby no Brasil.


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17 de set de 2010

Torneio Cianorte - um texto de Camila Narciso


Foi realizado no final de semana passado (11 e 12/09) o Torneio Ciaseven na cidade de Cianorte-PR. Contou com a presença de 12 times do estado do Paraná e São Paulo nas modalidades adulto, M19 e feminino.
    Na modalidade feminino, infelizmente, só compareceram o meu time, Hawks Maringá e o Unibrasil de Curitiba. Sendo assim, foram realizadas três partidas: uma no sábado (Hawks Maringá 7 x 24 Unibrasil/Curitiba) e duas no domingo (Hawks Maringá 12 x 12 Unibrasil/Curitiba e Hawks Maringá 25 x 10 Unibrasil/Curitiba). Ou seja, como cada time ganhou uma partida e a outra empatou, fomos para o saldo de pontos, que ficou 46 pontos para Unibrasil/Curitiba e 44 pontos para Hawks Maringá!
Apesar de termos ficado atrás por apenas 2 pontos, ficamos muito felizes com o resultado e certas de que todo o nosso esforço e treinos árduos valem muito a pena. E claro, ficamos muito felizes, também, pela presença do time de Curitiba que veio de tão longe para jogar com a gente, uma vez que Cianorte é muito mais perto para a gente do que para elas. 
    Todas nós praticantes e entusiastas do Rugby feminino sabemos que não é sempre  que temos a oportunidade de por em prática tudo aquilo que nos esforçamos tanto para assimilar e fazer sempre da melhor maneira possível.
    Gostaria de agradecer a todo o pessoal do Cianorte Rugby Tempestade! Vocês foram ótimos!
  

    

    Camila Narciso
    Hawks Maringá e Colaboradora Rugby de Calcinha
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16 de set de 2010

Urutau Rugby (PR) se esforça para ter sua primeira equipe feminina

Após algumas tentativas frustradas, empecílios que qualquer um têm no  "país do futebol", é com imensa alegria que vos informo que a partir deste Sábado, dia 18/09, o Urutau Rugby estará fomentando mais ainda o Rugby Feminino no Brasil. Com o apoio da UFPR faremos com que exista algo novo em Curitiba, como já fazemos no masculino.

Convido então todas as mulheres que leêm este blog em Curitiba, que , se quiserem, apareçam no Campo I do Centro Politécnico da UFPR, Sábado as 10:00. Contato no email abaixo.

Apesar de ser uma idéia antiga da diretoria, é algo ainda mais difícil que o masculino, o qual começar quase do zero já foi bem complicado.  Mas lutemos, afinal é isso que quase todos os rugbiers do país têm de fazer mesmo... Não poderia ser diferente para nós. 

Então mulherada de outros times, assim que definirmos como serão exatamente os treinos, peço que entrem em contato pelo email abaixo para conversar sobre treinos, amistosos, competições, etc. Então colocaremos vocês em contato com a responsável pela equipe. Toda ajuda sempre será bem vinda.

Esperamos muito que dê certo, e nosso próximo passo será o infantil e M-19 tanto masculino como feminino, além de trabalhos sociais ligados ao Rugby.

Também gostaria de informar que teremos a presença de um convidado de honra, Senhor Omar Sabbag Filho, vereador de Curitiba e que faremos a fundação do clube no mesmo dia.

Muito orbigado pelo espaço... E continuem com esse trabalho muito legal que vocês fazem meninas...



--
Carlos Gustavo Woellner (Cagu)
Vice-presidente
Urutau Rugby - UFPR

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Brindes do Louie Louie durante o Bate Papo sobre Rugby Feminino nesta segunda feira

Pessoal de São Paulo e de outros estados que estarão na cidade até o mês de dezembro. O Louie Louie Bar irá premiar com 3 baldes de Cerveja (ou Original ou Serramalte ou Bohemia) e também 5 Pints de Guinness! alguns dos participantes do Bate Papo sobre Rugby Feminino no Brasil nesta segunda feira.

Pensamos em um sorteio mas acho que será mais divertido que isso! Que tal.. quem responde primeiro leva!?

Pra quem não sabe o Louie Louie é a sede do Keep Walking Rugby (o time que possui jogadores dos melhores clubes de rugby do país e ainda - como confirmou Murilo- é o mais sexy do Brasil!). O bar foi o ponto de encontro para a fundação do time, o Pasteur e o Spac fazem o seu pós treino lá e é usado em todas as ações do Rugby para Todos. É o único bar que tem uma programação fixa de rugby. 



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Bate Papo ao vivo sobre Rugby Feminino no BRASIL!

Nesta segunda feira o Rugby de Calcinha trará uma atividade imperdível (conforme foi anunciado no post anterior) a presença de Maurício Migliano (Coach da Seleção Brasileira de Rugby) e Rouget Maia (ex-jogador da Seleção Brasileira de Rugby) que estarão conosco a partir das 19:30h para inaugurar o Canal Rugby de Calcinha!

Watch live streaming video from rugbydecalcinha at livestream.com


Não percam este importante momento do Nosso Blog! Façam perguntas, ou se não puderem encaminhem para rugbydecalcinha@blogspot.com e não precisam se preocupar caso percam este bate papo... ele ficará disponível no nosso sistema e vocês vão poder visualizar quantas vezes quiserem!

Até segunda!
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15 de set de 2010

RdC promove bate-papo no Twicam com dois feras do rugby nacional

Segunda que vem, Rouget Maia (blogueiro de rugby da ESPN.com.br) e Maurício Migliano, o Mille (coach da seleção brasileira feminina) vão bater um papo no canal do Rugby de Calcinha no Twitcam.com, respondendo às dúvidas sobre rugby feminino! Não perca essa chance de aprender mais ainda sobre rugby com esses dois especialistas da bola oval (na cor rosa hahahahahah)!




Dia: 20 de setembro
Horário: 19:30h às 20:30h
"Local": fique de olho no link que aparecer no nosso twitter @rugbydecalcinha

Quem não puder ir, mas tem alguma pergunta, deixe via comentário ou envie para nosso e-mail: rugbydecalcinha@gmail.com

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Entrevista com Mari Ramalho da Seleção Brasileira


Acabei de ler uma entrevista muito legal com uma das jogadoras da seleção brasileira. A entrevista não foi feita pelo RdC e sim por Rodrigo Scialfa Falcão, psicólogo e autor do site Psicologia no Esporte.

Entrevista – Mari Ramalho, seleção brasileira de rugby.

O blog entrevistou a jogadora da seleção feminina de Rugby, Mariana Ramalho. Mari é minha colega de trabalho no Instituto Rugby para Todos, projeto social que atende crianças e jovens da comunidade Paraisópolis em São Paulo.

“O Rugby é um esporte que forma famílias. Os times formam um círculos de amigos muito forte, onde tudo o que se faz fora do campo é muitas vezes feito com quem faz parte deste time.”

Blog - Quanto tempo joga Rugby? Como iniciou na modalidade?

Mari: Comecei a jogar rugby em 2002 quando tinha 15 anos de idade. Fui apresentada ao esporte pelos meus vizinhos que jogavam rugby no SPAC (São Paulo Atlhetic Club), clube onde pratico o esporte desde então.

Blog - Algumas pessoas acham o que o rugby é um esporte muito violento. Muitas pessoas não acreditam que essa modalidade pode ser praticada por mulheres. O que você pensa sobre isso?

Mari: Não acho certo pensar que exista esportes em que apenas um gênero possa praticar. Todo esporte pode ser praticado por ambos os sexos, se ele sofrerá alguma adaptação para a que a pratica aconteça de uma melhor forma, que assim seja, mas impedir pessoas de praticar um esporte não deve acontecer. Não acho que o Rugby seja um esporte violento, até mesmo as crianças podem praticar o esporte tendo as devidas adaptações. Depende muito do ponto de vista. Um jogo de futebol onde os jogadores estão sujeitos a carrinhos e chutes na canela não é considerado um esporte violento. Existe um contato físico no rugby, mas os jogadores são preparados para tal, aprendendo a proteger seu corpo nas diversas situações do jogo.

Blog- O rugby nacional ainda é um esporte amador no país, porém a seleção feminina obtém resultados expressivos. Como você vê o momento atual do rugby feminino? Na sua opinião o que precisa para o rugby alavancar e se tornar um esporte mais popular?

Mari: Jogo rugby há 8 anos. No início quando eu falava que jogava rugby já aconteceu de me perguntarem se era ‘aquele com cavalos?’. Hoje quando falo que jogo rugby as pessoas já identificam o esporte, sabem que tem semelhanças com o futebol americano, mas a maioria ainda não o conhece profundamente, confundem com Handebol. O Rugby feminino na modalidade seven’s, é a nossa especialidade. Mas isso acontece pelo esporte não ser muito difundido no brasil, pois acredito que se tivéssemos em todos os times meninas suficientes para jogar o Rugby Union (15 contra 15), e com o devido treinamento, também nos mostraríamos capazes em competir mundialmente. Para todo e qualquer esporte amador, o que se precisa para crescer é uma boa divulgação e um forte apoio, principalmente financeiro, para que os praticantes tenham a possibilidade de competir no exterior, onde o esporte já é melhor difundido.

Blog – Como é trabalhar num projeto social que tem o rugby como ferramenta para educação de crianças e jovens pobres?

Mari: Trabalhar com projetos sociais, com crianças carentes, é o trabalho mais recompensador de todos. Se atribuirmos isso com o Rugby, que para mim é o esporte que mais agrega valor a quem pratica, esta satisfação apenas cresce. Ensinar rugby à crianças carentes é transmitir o espírito do Rugby. Trabalho em Equipe, altruísmo, companheirismo, respeito pelo adversário, jogo limpo, amor pelo esporte e por quem o pratica são bases do espírito do rugby.

Blog - Você tem algum objetivo como atleta? Qual é?

Mari: Meu objetivo como atleta é poder jogar até não poder mais, seja representando o meu clube, seja o brasil e ajudar o rugby a crescer.

Blog – Você já teve experiência com a psicologia do esporte? O que você pensa sobre isso?

Mari: Um acompanhamento psicológico com os atletas é fundamental para um melhor desempenho. Já perdemos jogos pela falta de concentração do time. As vezes um acontecimento ruim pode abalar as jogadoras fazendo com que nosso rendimento caia nos levando a atitudes não pensadas. Para se jogar rugby é preciso ter uma mente calma, porém de raciocínio muito rápido, pois temos pouco tempo para decidir o que fazer com, ou sem, a bola de acordo com o que temos de oposição.

Blog – Você já defendeu o país em campeonatos internacionais. Quais são suas dificuldades num esporte pouco desenvolvido no país? Você possui algum tipo de auxílio (patrocínio, bolsa atleta, etc)?

Mari: Antes tínhamos que arcar com todas as despesas dos campeonatos nacionais e internacionais, o que muitas vezes nos impossibilitava de participar de algum campeonato pelo alto custo. Hoje, não são todas as atletas, mas temos sim uma ajuda de custo pelo Programa Bolsa Atleta e agora que o Rugby se tornou olímpico, estão aparecendo patrocinadores que nos ajudam a participar de competições internacionais.

Blog – O Rugby também é conhecido pela sua filosofia, dentro e fora de campo. Como isso é exercido na prática?

Mari: O Rugby é um esporte que forma famílias. Os times formam um círculos de amigos muito forte, onde tudo o que se faz fora do campo é muitas vezes feito com quem faz parte deste time. Ir no cinema, balada, sair para almoçar, todos os tipos de festas e reuniões acontecem com este círculo de amigos, praticantes ou agregados do Rugby.

Abraços.

Até !!!

Sobre o autor:

Rodrigo Scialfa Falcão é Psicólogo do Esporte com especialização em Psicologia do Esporte pelo Instituto Sedes Sapientiae. É Psicólogo Clínico com especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP (CRP – 06/80950).

Como psicólogo do esporte, atua de coordenador pedagógico na Ação Social Rugby para Todos. Projeto social que utiliza o esporte como meio de educação e inclusão, que atende cerca de 100 crianças e jovens da comunidade Paraisópolis em São Paulo – SP.

Saiba mais em: www.psicologianoesporte.com.br
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12 de set de 2010

Avaliação da perda hídrica durante treino intenso de rugby

Encontrei hoje um artigo científico falando da perda de líquidos de uma equipe feminina de rugby durante um treinamento intenso. Acredito que este artigo seja bastante importante para profissionais envolvidos e treinadores. Espero que gostem.




Evaluación de la pérdida hídrica durante el entrenamiento en rugby


Marianna Marques PerrellaI; Patrícia Sayuri NoriyukiI; Luciana RossiII
IGraduanda de Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo
IIMestre em Nutrição Experimental pela FCF-USP, Professora do Curso de Nutrição e Pós-Graduação em Nutrição Clínica e Supervisora do Estágio em Nutrição Esportiva do Centro Universitário São Camilo



RESUMO
rugby é um esporte no qual os jogadores passam a maior parte do tempo em atividades aeróbicas, mas há momentos em que se envolvem em atividades anaeróbicas. De acordo com a percentagem de desidratação corporal em relação ao peso, os sintomas fisiológicos podem variar desde sede até insuficiência renal e circulatória. O estudo teve como objetivo verificar a taxa de sudorese de atletas femininas de rugby. Para tanto, as atletas foram pesadas e submetidas a teste BIA antes e após o treino. O percentual de gordura corporal diminuiu em média 0,6% e a redução em relação ao peso foi estatisticamente significativa de 1,5%. As sensações fisiológicas de sede descritas pelas atletas condizem com o grau de desidratação encontrado. Este não apresenta riscos à saúde desta população, porém é necessário conscientizá-las quanto à importância de uma hidratação adequada para a melhora do desempenho físico.
Palavras-chave: Hidratação. Desidratação. Rugby. Taxa de sudorese. BIA.

RESUMEN
El rugby es un deporte en el cual los jugadores pasan la mayor parte del tiempo en actividades aeróbicas, más así hay momentos en la que estos deportistas se envuelven en actividades anaeróbicas. De acuerdo con el porcentaje de deshidratación corporal en relacion al peso, los síntomas fisiológicos pueden variar desde la sed hasta la insuficiencia renal y circulatoria. Este estudio tuvo como objetivo verificar la tasa de sudor de atletas femeninas que practican el rugby. Para ello, las atletas fueron pesadas y sometidas al test BIA antes y despues del entrenamiento. El porcentaje de grasa disminuyó una media del 0,6% y la reducción en relación al peso fué estadisticamente significativa de 1,5%. Las sensaciones de sed descriptas por las atletas condicen con el grado de deshidratación encontrado. Este, no presenta riesgos al salud en esta población por lo que resulta necesario concientizarlas en cuanto a la importancia de una hidratación correcta para la mejora del desempeño físico.
Palabras-clave: Hidratacción desidratación. Rugby. Tasa de sudor. BIA.



INTRODUÇÃO
rubgy
A liga de rubgy tornou-se profissional em 1995; esporte praticado mundo afora, abrange, o Comitê Internacional de Rugby, 92 ligas nacionais. Dois times, cada um com 15 jogadores no campo, disputam a partida; esse número pode ficar defasado devido à expulsão por conduta imprópria. O jogo é realizado em 2 tempos de 40min, separados com um intervalo de no máximo 10min. Não há interrupções, com exceção da ocorrência de contusões ou ferimentos. Durante os 80min de partida, a bola fica em jogo em média 30min, sendo o tempo remanescente constituído por contusões, conversões, tiros de pênalti ou bola fora de jogo. O rugby é um esporte que exige uma variedade de respostas fisiológicas de seus jogadores como resultado de combinadas e repetitivas corridas de alta intensidade e freqüência de contatos. Como cada jogador no time pode desempenhar função distinta, há necessidades específicas para o condicionamento físico e níveis de treino(1). No rugby há uma alta incidência de colisões, necessitando que os participantes tenham características apropriadas de velocidade, agilidade, resistência, força, flexibilidade e habilidades próprias. Estas, nesta ou em outras modalidades esportivas, produzem aumentos significativos na temperatura corporal. Durante a atividade física, níveis baixos de estresse térmico podem causar desconforto e fadiga, enquanto níveis maiores chegam a diminuir drasticamente o desempenho(2). O estresse térmico prolongado leva a hipoidratação, resultando em diminuição do volume sanguíneo, do rendimento cardíaco, da pressão sanguínea e finalmente na redução da eficácia no processo da transpiração(2). Em um treino ou partida de rugby quantidades consideráveis de líquidos e eletrólitos são perdidos pelo suor, bem como é grande o gasto energético. A depleção de combustível energético resulta em fadiga muscular, enquanto as perturbações no equilíbrio hídrico e de eletrólitos podem levar a complicações mais sérias(3). O estresse do exercício é acentuado pela desidratação, que aumenta a temperatura corporal, prejudica as respostas fisiológicas, o desempenho físico e produz riscos para a saúde. Estes efeitos podem ocorrer mesmo que a desidratação seja leve ou moderada, com até 2% de perda do peso corporal, agravando-se à medida que ela acentua. Com 1 a 2% de desidratação, inicia-se o aumento da temperatura corporal em até 0,4°C para cada percentual subseqüente de desidratação. Em torno do 3%, há uma redução importante do desempenho; com 4 a 6% pode ocorrer fadiga térmica; a partir de 6% existe risco de choque térmico, coma e até morte(4). O mecanismo de sede é sensível às concentrações plasmáticas de sódio, à osmolalidade e ao volume sanguíneo. O aumento da concentração de sódio e diminuição do volume sanguíneo resulta na maior percepção da sede. Se a ingestão for somente de água, rapidamente desaparece a vontade de beber devido a alterações na pressão osmótica, além da redução do volume total a ser ingerido. Como resultado, ocorre um decréscimo prematuro na ingestão de líquidos, devido ao desaparecimento da sensação de sede, antes mesmo da reposição adequada(5). A necessidade de reposição hídrica e de nutrientes durante um evento depende da intensidade e duração deste e da temperatura ambiente. Os humanos têm pouca habilidade de tomar líquidos na mesma proporção na qual eles são perdidos. O atleta não pode depender da sede para iniciar a reposição hídrica durante o exercício vigoroso e prolongado. A ingestão abundante antes do exercício pode levar a um estado de hiperidratação, protegendo contra o estresse térmico, por retardar a desidratação, aumentar a transpiração durante o exercício e minimizar a elevação da temperatura central, contribuindo para um melhor desempenho(6). O sucesso de uma hidratação adequada após o exercício depende do balanço entre a ingestão e as perdas urinárias. É aconselhável que ocorra uma reposição de 150% do volume perdido durante o exercício.
O presente estudo teve como objetivos calcular a taxa de sudorese das atletas de rugby após um dia de treino típico e relacionar a redução hídrica do percentual de peso com sintomas subjetivos da desidratação, ainda verificar o quanto a alteração no conteúdo corporal hídrico influi em exame de bioimpedância.

METODOLOGIA
Em um dia de treino às 18h, à temperatura ambiente de 10°C, foi realizada uma avaliação da perda hídrica de 11 jogadoras do time feminino de rugby de um clube particular de São Paulo. As atletas estavam usando uniformes de treino e ingeriram dois copos de água 40 minutos antes da pesagem inicial. O treino foi intenso, com duração de 120 minutos, e não foi permitido que estas ingerissem qualquer tipo de líquido. Para avaliar a taxa de sudorese (TS), 15 minutos antes do início do treino as atletas foram pesadas (Pi) e após este (Pf) e submetidas a teste de bioimpedância para determinação do % gordura inicial (%Gi) e final (%Gf), utilizando uma balança Tanita com capacidade de 150kg, modelo TF-551. A taxa de sudorese, dada em mL/min, foi obtida da seguinte maneira: TS = (Pi-Pf)/tempo total da atividade física. Após a pesagem final as jogadoras foram requisitadas a responder o questionário de desidratação (quadro 1), para posterior relação entre sintomatologia da sede e percentagem de desidratação corporal. As diferenças de peso e percentual de gordura antes e após treino intenso foram detectadas utilizando a distribuição t (Student t-test) pareado com probabilidade menor do que 0,05 (p < 0,05) de verificação da hipótese nula.


As atletas assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido sobre os objetivos e metodologias do trabalho e, após o treino, receberam material informativo sobre os resultados apresentados.

RESULTADOS
Na tabela 1 são mostrados os dados da ficha de avaliação realizada no dia do treino. As atletas tinham em média 18,9 ± 3,0 anos com variação na idade entre 16 e 26 anos. A altura média foi de 166,6 ± 8,0cm com uma pequena variação (CV = 4,8%), e peso médio de 64,6 ± 8,1kg. O percentual de gordura médio foi de 23,4 ± 4,4%, variando amplamente de 17,7 a 30,0%.


Após 2h de treino de rugby, o % de perda hídrica em relação ao peso foi de 1,5 ± 0,7%, que corresponde ao desencadeamento de sintomatologia da sede. Tal redução, causada pelo treinamento (desidratação ativa), não foi estatisticamente significativa para alterar o % de gordura de 23,4 ± 4,4% para 22,8 ± 3,6%, realizado através do exame com balança de bioimpedância (tabela 1).
A taxa de sudorese média foi de 8,0 ± 3,7mL/mim, variando de 3,3 a 12,5mL/min, representando uma redução significativa (p < 0,05) no peso final.
No quadro 1, apresentamos o questionário subjetivo da sintomatologia da sede, preenchido pelas próprias atletas após treino, assim como a estatística descritiva das respostas dadas. Como detalhado na metodologia, as jogadoras foram orientadas a consumir dois copos de água antes do treino para fins de padronização. A grande maioria relatou treinar quase forte (63,4%) e sentir ao final do treino sede (63,4%), com vontade de beber água (54,5%) ou suco (18,2%), porém sem sensação de boca seca (54,5%) ou vontade de comer (54,5%).

DISCUSSÃO
Referente à avaliação antropométrica, temos que segundo Duthie et al.(7) o peso corporal de jogadoras de rugbyvaria de acordo com a posição de jogo, sendo em média para as forwards (atacantes) 68,9 ± 6,6kg e para asbacks (defesa) 60,8 ± 5,7kg. A diferença de peso das jogadoras de ataque e defesa é menor em níveis competitivos maiores. Como se pode observar em nossos resultados (tabela 1), há no peso um coeficiente de variação de 12,5% entre as jogadoras. O aumento do profissionalismo e da preparação física pode ser a provável causa do aumento do peso nas jogadoras de rugby, com um peso maior para as atacantes. Quanto ao percentual de gordura médio das atletas (tabela 1), na literatura internacional, apesar dos resultados conflitantes, é consenso que o mesmo decresce com os níveis de profissionalismo dos jogadores. As diferenças no percentual de gordura corporal podem estar diretamente relacionadas ao aumento da intensidade de treinamento e práticas dietéticas mais favoráveis pelos atletas de elite. Enquanto que a gordura corporal adicional pode servir como proteção desejável em situações de contato (defesa), é uma desvantagem em atividades de sprints (velocidade) e corridas (ataque)(7). Dadas as diferenças na constituição física das jogadoras de defesa e ataque, não é surpreendente haver grande variação no percentual de gordura das mesmas (17,7 a 30,0%). Ainda, não há na literatura nacional dados antropométricos e do percentual de gordura de jogadoras de rugby, constituindo nossos resultados iniciais significativos para traçar o perfil destas atletas e da modalidade esportiva.
Mesmo em climas frios e úmidos, o resultado de exercícios extenuantes leva a sudorese. A quantidade de perda hídrica corporal através do suor é dependente da intensidade do exercício, duração, propriedades e quantidade de vestimentas. Similar ao efeito de climas quentes, a perda de calor em atividades maiores que 30 minutos pode resultar em declínio do volume sanguíneo, o qual pode levar a comprometimento cardiovascular(8). A redução no peso corporal como indicador da perda hídrica das atletas, segundo Fleck & Figueira Júnior(8), é uma das melhores avaliações. Esta não ocorre de maneira linear durante o exercício, sendo que a comparação entre o peso inicial (antes da atividade física) e final (após o término da atividade física) poderia auxiliar na reposição hídrica durante o período de repouso, pois está associado aos sintomas de sede. Atletas de rugby do sexo masculino, à temperatura de 18-23ºC podem apresentar taxa de sudorese de 26,6 a 36,7mL/min(9). É reconhecido que as mulheres tendem, nas mesmas condições padronizadas, a suar menos do que os homens. As diferenças podem ser acentuadas devido a diferenças no treinamento e grau de aclimatação(10). Levando-se em consideração esta taxa de sudorese (8,0 ± 3,7mL/min), ao final de 2h treino teríamos uma perda hídrica média de 1L de água. A recomendação, segundo o Colégio Americano de Esporte e Medicina (ACSM) é de reposição de 1,5 vez o total perdido, ou seja, seria aconselhável a ingestão de 1,5L de água após o treino. O percentual de desidratação em relação ao peso das jogadoras foi de 1,5 ± 0,7% em média, tendo como principal sintoma a sede. Pequenas perdas hídricas (entre 1-3% do peso corporal) devido à desidratação têm pequeno ou nenhum efeito sobre a produção de força(4,11). O quadro 1 demonstra que 63,64% destas estavam com sede, 54,5% não estavam com sensação de boca seca e nem com vontade de comer, estando de acordo com os sintomas fisiológicos que esta percentagem de perda hídrica pode ocasionar(8). Foi observado que 54,5% das atletas gostariam de ingerir água após o treino, para suprir a perda durante o esforço físico. Como relatam Carvalho et al.(3), a água pode ser uma boa opção de reidratação após o exercício, por ser facilmente disponível, barata e ocasionar um esvaziamento gástrico rápido. Segundo Kenney(12), só quando há uma redução do peso corporal de 2% há forte sensação de sede, boca seca e diminuição do apetite. Pode-se concluir que os sintomas assinalados pelas jogadoras com 1,5 ± 0,7% de desidratação estão de acordo com o resultado esperado para esta perda hídrica e que, portanto, se relacionam com a intensidade de treinamento quase forte relatado pela maioria (63,6%). Os atletas devem ser orientados no sentido de que o consumo de repositores hidroeletrolíticos, muitas vezes, não é uma alternativa adequada para substituir a ingestão de líquidos e alimentos e que pode não ter relação alguma com a sensação de vigor(13). A melhor forma de combater pequenas perdas hídricas é através da ingestão de líquidos. Deve ser suficiente para induzir uma velocidade de esvaziamento gástrico, sendo que volumes em torno de 600mL induzem uma taxa de esvaziamento de 30mL/mim. Isso quer dizer que um consumo maior pode resultar em grande volume no sistema digestivo, diminuindo a velocidade de absorção(14). Um adequado estado de hidratação só é mantido em pessoas fisicamente ativas se beberem líquidos suficientes antes, durante e após a atividade física. A perda hídrica pelo suor em função da atividade física resultará em ingestão de líquidos que, em média, levará entre 2 a 4 horas para equilibrar o nível citoplasmático dos tecidos corporais(15). Conforme já explicitado, as atletas devem em média consumir 1,5L de água neste período proposto, sendo uma meta realista para tal população. Destacamos ainda que 9,09% das atletas relataram vontade de consumir cerveja após o treino. Tal conduta é totalmente inadequada, uma vez que o álcool induz a diurese, comprometendo ainda mais o estado de hidratação.
Quanto ao exame de BIA, temos que esse deve ser realizado sob padronizações fisiológicas rigorosas, entre elas o grau de hidratação(16); porém, com uma redução significativa no % hidratação das atletas, o exame de BIA não apresentou diferença significativa (p < 0,05) no percentual de gordura. Tal resultado está em desacordo com a literatura, que relata que alterações hídricas, e principalmente aquelas induzidas por desidratação ativa, resultam em alterações significativas no percentual de gordura no exame de BIA. Tal fato deve ser mais investigado em outros estudos, empregando um número maior de atletas.

CONCLUSÃO
Embora tenha ocorrido uma perda hídrica significativa das atletas de rugby durante treinamento quase intenso (desidratação ativa), não ocorreu alteração significativa no percentual de gordura determinado através de teste de BIA, além do que não se pode afirmar que represente um risco potencial ao seu desempenho esportivo e saúde. A reidratação após o treino pode ser conduzida conforme a opção relatada pela maioria em questionário sobre a sintomatologia da sede: ingestão de água, uma vez que, nas condições em que o estudo foi conduzido, não houve uma taxa de sudorese e nem uma perda hídrica em relação ao peso corporal, que justifiquem o uso de bebidas esportivas.
Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

REFERÊNCIAS
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Luciana Rossi
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